
De casa falida a “casa arrumada”
Júlio Moura, presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Góis, foi a figura do dia, a personalidade mais elogiada no dia das comemorações do 69.º aniversário. A dois meses de terminar o mandato, foi mesmo convidado a equacionar uma recandidatura, em nome da solidez, da sustentabilidade e da dinâmica da associação.
Um trabalho de retaguarda amplamente elogiado, com o representante da Liga de Bombeiros Portugueses a referir a transformação profunda, operada em três anos, que mudou radicalmente o «quadro negro» em que se encontrava a Associação. «É disto que precisamos», afirmou. Rui Sampaio, presidente da Câmara Municipal de Góis, foi mais longe. O autarca recordou a «situação desastrosa» que a Direção herdou e enorme trabalho que, com o apoio do município, tem vindo a fazer para garantir uma «recuperação sustentável», conseguir «gerir a casa e honrar os compromissos» e ainda «recuperar património». «Sentimo-nos orgulhosos e honrados pelo trabalho que estão a fazer», afirmou o autarca, elogiando a aposta na melhoria das instalações e nas condições oferecidas aos bombeiros, na formação, na aquisição de novas viaturas.
Elogio que Rui Sampaio rematou com um apelo à «reflexão». «Está a findar o vosso mandato, mas não está a findar o trabalho para colocar esta casa nos eixos», disse o autarca, que ali, na sessão solene, assumiu «o compromisso» de manter, no próximo orçamento - «desde que seja aprovado», ressalvou -«o mesmo apoio» atualmente dado aos bombeiros (20 mil euros/mês, a somar ao valor destinado às EIP). «Gostaria muito que refletissem e se candidatassem a um novo mandato» para «acabarem de arrumar a casa», afirmou. «Ninguém é insubstituível, mas há pessoas diferentes», disse ainda o autarca, a encerrar a sessão.
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