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PSP investiga bullying na Escola Alice Gouveia

Mãe de aluno diz que agressões são recorrentes, ao seu filho e a outros. No último episódio, na quinta-feira, teve de levar o menor ao Hospital Pediátrico

Um aluno de 13 anos da Escola EB 2,3 Alice Gouveia foi assistido no Hospital Pediátrico de Coimbra devido a alegadas agressões por colegas, num caso de bullying que, segundo a mãe, arrasta-se há semanas. Na quinta-feira, com novo episódio, chamou a PSP e apresentou reclamação na escola.

O caso foi relatado pela mãe do aluno nas redes sociais, num texto de alerta à comunidade. «O meu filho e outros andam há semanas a ser ameaçados, coagidos, agredidos por três miúdos já identificados naquela escola. Eu e outros pais já alertámos a polícia, respondemos a autos» e a escola prometeu «uma intervenção rápida (…), assim como mais vigilância», escreveu no Facebook.

A “denúncia” foi publicada quinta-feira, na sequência de um episódio de alegada agressão do filho «na casa de banho da escola», pelas 14h00, em que o aluno terá sido encostado a uma parede e agredido. De acordo com a mãe, um colega assistiu a tudo, levou o filho à diretora de turma, tendo estado presente o diretor da escola, «que desvalorizaram» o assunto. Alertada pelo amigo do filho, a mãe dirigiu-se à escola e, relata, não conseguiu falar com ninguém da Direção, porque «estavam todos ocupados e não podiam parar o que estavam a fazer» para registar o ato de «violência dentro da escola».

Responsáveis das escola não estiveram disponíveis ao longo do dia de ontem para explicar o que aconteceu

«Como mãe alterei-me como é óbvio, apresentei queixa no livro de reclamações e chamei novamente a PSP que tomou nota do sucedido», argumenta a mãe, que levou de imediato o filho ao Hospital Pediátrico. Mais tarde, novamente nas redes sociais, informou que o filho foi assistido, «está bem, nada partido, apenas amassado e com os dedos dos miúdos marcados no braço». «Descanso, muito mimo que ele está bastante assustado, nada de desporto, braço ao peito se a dor for muita e medicação para as dores», acrescentou, reiterando que o seu filho não tem sido a única vítima. De acordo com o atestado médico, o jovem, que joga numa equipa de futebol, «não pode fazer desporto/atividade física durante duas semanas».

A PSP confirmou a deslocação de uma equipa da Escola Segura, após chamada para eventual caso de agressão de um aluno, e o registo da participação, que segue agora os trâmites legais de inquérito.

O Diário de Coimbra procurou, durante a manhã e tarde de ontem, contactar a Direção da Escola, diligência sem sucesso por estar em reuniões e por não haver autorização para passar a chamada telefónica.

Outubro 18, 2025 . 07:45

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