
AEMITEQ com laboratório para certificação
É em Coimbra, mais precisamente nas instalações da Associação para inovação Tecnológica e Qualidade (AEMITEQ), que ficará instalado o laboratório de controlo da cannabis medicinal, logo que o processo final de reconhecimento por parte do Infarmed esteja concluído. No prazo estimado de um mês, a resposta deverá chegar e AEMITEQ passará então a proceder à análise de todo o processo de produção e transformação da planta, com vista a certificar a qualidade da cannabis que é usada para fins medicinais.
Horácio Pina Prata, presidente da direção da AEMITEQ, referiu que, nos últimos meses, esteve em curso todo este processo de instalação dos laboratórios, o que correspondeu a um investimento de 1,3 milhões de euros. Nesse sentido, além da certificação, o AEMITEQ está também reconhecido pela DGERT para garantir a formação nestas áreas, pelo que conta com parcerias com entidades de ensino superior, nomeadamente o Instituto Superior de Agronomia. Horácio Pina Prata apontou ainda uma outra área crítica que se prende com a segurança. Foi nesse sentido que, entre os palestrantes da 2.ª edição da conferência “Cannabis Medicinal: Ciência, Saúde e Futuro”, contou com a presença do sub comissário Gonçalo Pereira, do Departamento de Segurança Privada da PSP.
Com esta aposta neste setor estratégico, a AEMITEQ passa a estar integrada na Rede Nacional de Incubadoras, no sentido de receber nas suas instalações, e em registo de incubação, projetos pioneiros nesta área.
A conferência realizou-se em Coimbra e reuniu especialistas, profissionais de saúde, investigadores e empresários do setor, que, ao longo da amanhã, tiveram oportunidade de falar sobre os principais desafios que se colocam à produção e transformação de cannabis, aprofundar o conhecimento, além de poder definidor a melhor estratégia para um crescimento responsável e sustentável do setor.
Numa lógica mais técnica e científica, uma das palestras contou com a intervenção do professor José Grego, do Instituto Superior de Agronomia, que abordou a importância da estabilização da genética na planta de cannabis, na fase de propagação, referindo os desafios que se colocam com a contaminação por vírus e a sua «morosa» erradicação, referindo algumas das técnicas utilizadas e os cuidados a ter na sua implementação.
Já Daniel Ettlin, da Unicam - Sistemas Analíticos, com sede em Algés, veio falar das vantagens da utilização das novas tecnologias para a análises de pesticidas e nitrosaminas em produtos farmacêuticos. No final das apresentações, os participantes tiveram oportunidade de visitar os Laboratórios da AEMITEQ.












