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Lugrade investe 24 milhões na reconstrução de fábrica

Obras na unidade destruída por incêndio devem estar concluídas em novembro de 2026. Laboração arranca no início de 2027

Na memória de todos está ainda bem presente o violento incêndio que destruiu a unidade da Lugrade em Torre de Vilela, em abril de 2023. Dois anos e meio depois e a coincidir com o dia do 38.º aniversário da empresa, tiveram início os trabalhos com vista à reconstrução da fábrica, envolvendo um investimento a rondar os 24 milhões de euros.

Na realidade, no terreno seguem, nesta fase inicial, os trabalhos de demolição do pouco que restou do fogo. Com um aumento da área útil da unidade - de 6 mil para 10 mil metros quadrados -, acresce a capacidade de produção nalgumas das linhas, nomeadamente na demolha e na ultracongelação».

Como explica ao Diário de Coimbra Joselito Lucas, administrador da Lugrade, a fábrica de Torre de Vilela - há ainda as unidades de Taveiro e casais do Campo - realizará as mesmas atividades que realizava antes do incêndio: escalar e salgar o bacalhau, cortar, demolhar, ultracongelar e embalar o bacalhau demolhado e ultracongelado.

Aproveitando a reconstrução - que conta com financiamento do programa Mar 2030 -, a Lugrade vai «modernizar processos» para ser «mais eficiente», frisa, ao recordar que nenhuma das unidades repete processos. Ou seja, em Taveiro (Lugrade Sul), é realizado o processo de secagem e o embalamento do bacalhau salgado seco, enquanto em Casais do Campo (Lugrade Centro), é realizado o corte e embalamento do bacalhau posteado.

A Lugrade vai «modernizar processos» para ser «mais eficiente»

De acordo com Joselito Lucas, a obra na fábrica de Torre de Vilela deverá estar concluída em novembro do próximo ano. «Depois, obviamente, há que equipar a unidade. Esperamos iniciar a laboração no início de 2027», avança, ao explicar que serão criados 30 postos de trabalho.

Recorde-se que, com a destruição da fábrica, os trabalhadores foram distribuídos pelas unidades de Taveiro e Casais do Campo, manifestando, realçou Joselito Lucas, o desejo de regressar com a reabertura.

Com o aumento da capacidade de produção em Torre de Vilela, Joselito Lucas destaca a previsão de aumentar os valores da exportação da empresa de 2 milhões de euros para 10 milhões.

Aos 38 anos de atividade, a Lugrade está presente em mais de 20 países. Portugal continua a ser «o primeiro destino», mas países como os Estados Unidos da América têm um peso relevante nas exportações, salienta Joselito Lucas.

E numa análise ao trajeto da empresa, fundada em 1987, o empresário não hesita em fazer «um balanço positivo» de um caminho traçado com «os pés bem assentes no chão», refere Joselito Lucas, que partilha a administração da empresa com o irmão Vítor Lucas, dando continuidade à missão do pai, o fundador da Lugrade.

Decisão de reerguer a unidade presente “desde a primeira hora”

Com a destruição da unidade Lugrade Norte (que tinha sido inaugurada em 2017), a sensação foi de ver «ir abaixo rapidamente o sonho da família». No entanto, «desde a primeira hora, tomámos a decisão de reerguer a unidade», recorda.

À época, num comunicado conjunto, os irmãos Joselito (na foto) e Vítor Lucas salientavam que «o mais importante» era não existirem vítimas.

Outubro 17, 2025 . 09:20

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