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Estação Elevatória pronta para novas funcionalidades

Obra, que já está em curso, pretende garantir novas valências aos dois edifícios

Em momento de requalificação do espaço da Estação Elevatória de Coimbra, João Mendes Ribeiro, arquiteto responsável pelo projeto, explicou as “alterações” efetuadas no edifício centenário e no “mais recente”. As novidades aproveitam grande parte do que já existia e são, em muitos casos, «mudanças invisíveis», mas consideradas estruturais.

«Estou muito confortável com a reabilitação de edifícios» admite o premiado arquiteto João Mendes Ribeiro. Apesar de tomar como referência a sua primeira experiência de requalificação (a Casa de Chá do castelo de Montemor-o-Velho) como sendo um «pequeno erro», sublinha que aprendeu ao longo dos anos a «fazer diferente». «Com a experiência percebi que era mais simples e, até, correto, aproveitar o que já existe ao invés de fazer uma construção nova».

É com mente assente nestas aprendizagens que dirige a “reformulação” do projeto da Estação Elevatória – Biblioteca Carlos Fiolhais. «Aquilo que eu construir pode ser reversível, o castanheiro é que não pode morrer» explica o perito. «O que estou aqui a fazer é uma espécie de um “dueto” entre o novo e o edifício original, criando uma “linguagem contemporânea” distinta», conta.

Considerando-o um «edifício simples» pela arquitetura da época e da sua ligação ao rio Mondego, sendo que a obra mais recente acaba por contrariar o original, obrigando a mais recente (e decorrente) requalificação a analisar todo o espaço. «Estamos a transformar este museu numa biblioteca. Acabamos por fazer um trabalho mais de “design de interiores” do que outra coisa», passando assim este imaginário por uma ligação ao «edifício enterrado» e «afundado», neste caso, em livros.

Carlos Fiolhais doou a sua biblioteca pessoal - composta por cerca de 40 mil documentos - ao Município de Coimbra

«Como fazemos uma biblioteca, não queremos tapar tudo. Queremos deixar espaço para os livros, mas também queremos restaurar os problemas [de humidade principalmente] e continuar a manter o espaço para exposições, conferências, tudo». Esta “necessidade” de espaço fez com que se vão aplicar várias estantes, aproveitando as delineações já existentes. No espaço da esplanada será, ainda, introduzido um balcão de apoio, lançando-se assim o desafio de avançar com uma nova esplanada.

Vão ser, também, recuperados sanitários e feita uma “mezzanine” (um espaço parcial construído em suspensão num andar, como uma plataforma elevada aberta) com um local de trabalho e de leitura. Para ajudar a biblioteca foram criadas “livreiras”, peças de mobília desenhadas de raiz, para apoio específico. As estantes elaboradas estarão em suspensão porque «apesar de termos uma cota de cheia definida, vamos elevar as estantes por segurança».

Recorde-se que Carlos Fiolhais doou a sua biblioteca pessoal - composta por cerca de 40 mil documentos - ao Município de Coimbra. Livros que ficarão então expostos na Biblioteca Carlos Fiolhais, na antiga estação elevatória.

Outubro 17, 2025 . 10:20

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