
Confraria do Bucho vai a Lisboa para celebrar 20 anos
A Confraria Gastronómica do Bucho de Arganil vai celebrar o seu 20.º aniversário, em 2026, na Casa da Comarca de Arganil, em Lisboa. O convite partiu de Carlos Manuel Luís, presidente da direção desta coletividade e confrade de honra da Confraria e foi prontamente aceite por Fernanda Maria Dias.
«Esta será uma oportunidade de comemorar o aniversário na maior agremiação regionalista de Arganil e da Beira Serra», referiu a mordomo-mor, quando o convite lhe foi formulado, recentemente aquando da realização do III Encontro de Produtores de Bucho, que decorreu no alojamento local “Casas do Oiteirinho”, em Valado, na União de Freguesias de Cerdeira e Moura da Serra. «Ficámos de coração cheio», confessou a dirigente.
O encontro de produtores, que contou com a intervenção da confrade Margarida Figueiredo, que abordou o tema “Génese e evolução do Bucho de Vila Cova de Alva”, teve uma mesa de degustação, com os vários buchos agregados à Confraria, nomeadamente, o Bucho de Folques, de Vila Cova de Alva, da Benfeita, bem como, o Bucho do Talho do Sapatinho, as morcelas de bucho do Talho do Sapatinho e os enchidos do Fumeiro de Arganil, acompanhados pelo vinho da Casa da Carvalha.
O encontro de produtores abordou o tema “Génese e evolução do Bucho de Vila Cova de Alva”
A responsável pela Confraria do Bucho salientou que este encontro temático, subordinado ao tema “O Bucho enquanto símbolo identitário da gastronomia do concelho de Arganil”, permitiu aos confrades e aos visitantes «conhecer, em todas as suas potencialidades, este pequeno paraíso ancorado em pleno coração da Serra do Açor, que merece ser conhecido e visitado».
Por outro lado, sublinhou Fernanda Dias, este evento «revestiu-se de um significado maior, o de (re)visitar a nossa querida Serra do Açor, presentemente vestida de negro e ainda de coração ferido, em virtude do enorme incêndio que, recentemente, a assolou». Simbolicamente foi plantada uma árvore, «desejando que seja a primeira de muitas a serem plantadas no futuro», desejou.
Fazendo notar que uma Confraria «não vive só de gastronomia ou de festa», a dirigente referiu ainda que «além de representar um precioso impulsionador do associativismo e de manter vivas as tradições, assume também um papel de charneira no desenvolvimento local», contribuindo para «dar visibilidade ao território, criando redes de cooperação entre o município, os produtores e os outros atores locais, estimulando o orgulho, o sentimento de pertença e reforçando a ligação afetiva às raízes e a Arganil».
A mordomo-mor aproveitou para agradecer «aos magníficos anfitriões proprietários das “Casas do Oiteirinho”».












