
“Casa” Coimbra, o “orgulho” do avô Cavaco Silva e o “miúdo do CIF”
Esta é a sua segunda época em Coimbra e na Briosa. Já consegue chamar casa a Coimbra?
Já estou muito mais à vontade, foi o que estava a dizer agora no início da entrevista, que custou-me um bocado adaptar esta questão de sair de casa e ir para uma nova cidade. O início também individualmente não me estava a correr bem e coletivamente depois também houve a mudança de treinador. Mas agora sinto-me muito mais em casa. Também pela maneira como sinto que sou visto dentro do clube, a forma como já conheço a cidade e as pessoas, sinto-me bastante mais em casa. Não é que me sentisse mal, mas com o tempo as coisas tornaram-se melhores.
Não estudou em Coimbra mas está a terminar a licenciatura. Alguma vez pensou em prosseguir os estudos na cidade dos estudantes?
Estou a terminar o curso de Engenharia Agrónoma, no ISA, em Lisboa, e existiu a possibilidade de me transferir para a Agrária, em Coimbra. Mas, na faculdade em Lisboa, disseram-me que faltam apenas 18 créditos e, tendo em conta que nas folgas costumo ir a Lisboa e tenho o estatuto de trabalhador-estudante, e incentivaram-me a terminar lá... Sinto que tenho essa liberdade com os professores, também, e há a questão das equivalências que podia ser problemática. Mas tenho o objetivo, até a minha família fala comigo sobre isso, de fazer a história bonita de acabar a licenciatura como jogador da Académica.
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