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Detido por abusar de criança de 11 anos

Avó apercebeu-se numa visita da família a Braga, de algo de anormal na relação da menina com o padrasto e denunciou a situação às autoridades

Os abusos terão começado no início do ano, mas a vítima manteve-se em silêncio. O suspeito, de 28 anos, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ), depois da denúncia apresentada pela avó. Aconteceu numa visita que a família, residente em Arganil, efetuou a Braga. O perigo de fuga impôs uma «atuação imediata», refere fonte do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Braga da PJ, responsável pela detenção. Com efeito, o suspeito foi detido no domingo, depois de uma investigação relâmpago desencadeada pela PJ, após ter conhecimento da denúncia, apresentada à PSP.

De acordo com fonte ligada à investigação, o suspeito, atual companheiro da mãe da menor, terá começado a abusar a menina, com a prática de «atos sexuais de relevo», num «contexto de coabitação». Na altura a vítima tinha 11 anos e os abusos ter-se-ão prolongado até ao mês de setembro, sem que a menina desse qualquer indicação de que algo de anormal se estava a passar na relação com o padrasto. Aliás, de acordo com fonte da PJ, entre o suspeito e a vítima foi praticamente firmado um pacto de silêncio, com o homem a pedir-lhe «segredo» e a menina, apesar da tenra idade, a perceber que o que se estava a passar «era errado» e procurou «esconder».

Suspeito reside em Arganil, foi detido em Braga e ouvido no Tribunal de Coimbra

Todavia, o casal, que reside no concelho de Arganil, deslocou-se a Braga, numa visita a familiares que ali estão radicados e que acabou por permitir “descobrir” a situação. Isto porque a avó da menina percebeu que alguma coisa não estava bem e procurou averiguar, comprovando que assim era. Inclusivamente, segundo apurámos, conseguiu aceder a mensagens “suspeitas”, trocadas entre genro e a neta, via telemóvel, que indiciavam que se estaria perante uma situação de abuso sexual.

Rapidamente comunicou a situação junto da PSP, entidade que «de imediato ativou a PJ», que procedeu à investigação. «Perante a sólida prova recolhida, a necessidade de proteção da vítima e a forte possibilidade do suspeito se ausentar do país, avançou-se para a sua detenção, fora de flagrante delito», refere a PJ, em comunicado divulgado ontem.

Fonte do DIC de Braga reforça a convicção de que o suspeito, de origem brasileira – assim como a vítima e toda a família – poderia, ao ver-se “descoberto”, colocar-se em fuga, abandonando o país, razão pela qual avançou para a detenção. O detido, sem antecedentes criminais, com um emprego e socialmente inserido, foi ontem presente ao Tribunal Judicial de Coimbra para primeiro interrogatório e aplicação das medidas de coação consideradas convenientes. Foi restituído à liberdade, mas está obrigado a apresentar-se cinco vezes por semana às autoridades policiais da sua zona de residência, proibido de se aproximar da vítima, do local onde esta reside e também do local de trabalho da mãe. Está ainda proibido de contactar com crianças e jovens com menos de 16 anos.

Outubro 15, 2025 . 07:26

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