Areaclientedc
Última Hora
Pub Dc Aecoimbra 20260528
Pub Dc Rfm Somnii 20260527
Legua Dc
Pub

“Reflexão atempada” é um dos conselhos na sucessão

As dificuldades e preocupações referentes à “passagem” de um negócio familiar foram ontem analisadas numa noite de “Tertúlias no Clube”

O Hotel D. Luís foi ontem palco da segunda edição de “Tertúlias no Clube”, iniciativa promovida pelo Clube de Empresários de Coimbra. Durante a sessão houve intervenções de Luís Parreirão, administrador da MGP, Cristina Cabral Ribeiro e Ana Luísa Costa, parceiras da PwC, João Madeira, CEO da empresa Madeira & Madeira, e Miguel Fonseca, vereador da Câmara Municipal de Coimbra.

Em abertura da tertúlia, Luís Parreirão elevou a discussão ao desenvolver alguns temas fraturantes, que investigou ao longo de vários anos, sobre as empresas familiares. «A sucessão é sempre um tema que implica reflexão por parte de todos os envolvidos sobre os impactos tanto na empresa, como na família». Estes fatores a ter em consideração ligam-se ao facto dos negócios de família representarem uma grande porção das empresas nacionais. «Olhar para a sucessão é pensar no futuro da região e da comunidade» identificou, destacando que há exercícios de pensamento importantes que ajudam a prevenir «problemas».

“Este é um “seguro” que garante a gestão, correta, no futuro, do património da empresa familiar”

«A ideia de que “empresas familiares” é uma terminologia ligada às PME é errada. Existem empresas multinacionais que são familiares», explicou. Para mostrar esta realidade, o empresário referiu alguns pontos que tornam uma empresa «familiar»: «é necessário ver quem está no centro da empresa, quem ocupa os lugares de topo dentro da empresa, quais os proprietários que são familiares e se existe pelo menos 25% do capital da entidade numa mesma família».

Antes de terminar, o especialista referiu que é necessário «adaptar e criar» novos conceitos atualizados e de acordo com a realidade contemporânea para ajudar a definir «a complexidade» das empresas familiares e dessas mesmas famílias.

Em destaque esteve, ainda, Cristina Cabral Ribeiro, que discursou sobre a importância de ter a sucessão «bem definida» para que todos os detalhes estejam alinhavados e determinados para o bom funcionamento da empresa. «Recomendamos sempre que o “visionário” da empresa defina aquilo que o futuro necessita para que, após abandonar o cargo, a empresa siga o rumo correto, sem dificuldades impostas por decisões que impliquem intervenção legal».

“O modelo do pai como chefe de família e de empresa ainda é vincado, mas não é uma obrigatoriedade”

Outubro 8, 2025 . 09:00

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
95 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right