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“Um contra o outro” por melhores condições na Latada

Após um momento “histórico” de união, a Estudantina Feminina de Coimbra criticou posição da COFL
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As “noites do parque” já chegaram ao fim, mas a luta por melhores condições na Festa das Latas e Imposição de Insígnias e, futuramente, na Queima das Fitas, vai continuar muito acesa. Com um “toque” de sátira e crítica como já é típico dos cortejos, a Estudantina Feminina de Coimbra (EFC) mostrou que não é apenas “mais uma banda” e que as tunas e grupos da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC) não estão para “brincadeiras”.

Ainda antes da despedida da receção ao caloiro, Matias Correia, dux veteranorum da Universidade de Coimbra (UC) falou com o Diário de Coimbra sobre a grande tradição da “Latada” e do porquê do momento «histórico» que a academia presenciou na última Assembleia Magna. «Acho que foi a primeira vez desde que estou na academia coimbrã que houve um consenso tão grande nos grupos», indica, explicando «este é um mal cíclico, agora resolve-se talvez durante três anos, mas depois retorna».

O «mal» é mesmo o “terror” da organização das atuações das tunas, momento que não deveria ser problemático. «Existe um protocolo há muitos anos sobre como se gerem as atuações das tunas, existia um acordo com alguma rotatividade. Acredito que talvez o Covid tenha ajudado a que se “esquecessem” disso», refere. Segundo o dux, houve uma proposta inicial feita por si, rejeitada pela Direção-Geral da AAC, que acabou por se ver obrigada a ceder após a junção dos grupos académicos.

Como identifica, a tradição de Coimbra é única, tal como os seus grupos. «Um dj há em todo o lado. Eu vou a qualquer festa académica pelo país e os artistas são os mesmos. Os grupos de Coimbra são únicos, tem de se dar uma atenção digna a estes grupos e tunas. Há espaço para todos».

Se por um lado o conselho de veteranos se mostrou do lado dos grupos académicos, foram as próprias atuações que falaram mais alto que todas as ações anteriores. Em palco, a EFC mostrou o seu descontentamento com a organização, chegando mesmo a referir conhecer «um border collie que organiza melhor rebanhos do que a COFL organiza eventos».

«Tenho pena de ver o palco vazio» conta “Loki”, Rita Carreira, da Estudantina Feminina. «Acho triste termos feito história este ano, acho que isto [as atuações dos grupos académicos] não devia ser assunto» continuou.

«Nós aqui cultivamos a cultura, é para isso que os grupos académicos existem», indicou Ema Mota, também integrante da tuna.

Em análise ao boicote dos núcleos à festa, refletem que pode ser uma solução para o futuro, mas não desejam que aconteça.

Outubro 6, 2025 . 11:30

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