Areaclientedc
Última Hora
Pub Dc Aecoimbra 20260528
Pub Dc Rfm Somnii 20260527
Legua Dc
Pub

“É preciso comunicar para se continuar a melhorar”

Com a Festa das Latas terminada, o balanço feito foi “positivo” dentro daquilo que se espera de uma “edição com modificações”. O caminho será continuar a evoluir
Pub

Com mais uma receção aos estudantes de Coimbra concluída, é altura de arrumar os palcos, as tendas e, sobretudo, avaliar danos e lucros. Após um ano «menos positivo» e com «prejuízos» em 2024, o atual ano letivo trouxe a necessidade de “cortar” despesas, e o resultado atingido foi «positivo». Pelo menos assim se espera.

Em retrospetiva, a Festa das Latas e Imposição de Insígnias de 2025/2026 apresentou-se como um momento de mudanças. As alterações na disposição do recinto levantaram dúvidas sobre a sua viabilidade e foram várias as entidades a referir a «falta de comunicação» entre a Comissão Organizadora da Festa das Latas (COFL) e os diversos grupos e empresas que preenchem o parque. Algumas das questões mais importantes a serem levantadas foram a presença de uma “alcatifa” considerada perigosa e inflamável e a divulgação de apenas um palco, facto que não correspondeu à realidade (o recinto acabou por ter um palco “principal” e um “secundário”, a céu aberto, para atuações dos dj’s).

Questionados sobre estas queixas, a COFL respondeu de forma direta e simples sobre todas as situações. «Na quarta-feira a proteção civil fez uma vistoria habitual ao espaço e considerou que todas as condições de segurança estavam reunidas para que a festa decorresse. Realizou-se, sim, uma “rega” do piso dentro da tenda, mas apenas aconteceu para que a mesma tivesse maior aderência ao chão e não houvesse risco das pessoas tropeçarem», indicou Elsa Neves, responsável pelas entidades, que defendeu que a “alcatifa” «é a mesma utilizada na Queima das Fitas, apenas de uma cor diferente».

Contactada pelo Diário de Coimbra, a Câmara Municipal de Coimbra (CMC), em representação da Proteção Civil, deixou claro que a «segurança e abertura» do parque nunca esteve em questão. Em declarações, a CMC referiu o seguinte:

«Em primeiro lugar, importa realçar que o Serviço Municipal de Proteção Civil e os Agentes de Proteção Civil de Coimbra fazem e sempre farão parte da solução, cumprindo e zelando prioritariamente pela segurança de todos, contribuindo e aconselhando os promotores dos eventos para que possam adotar as melhores práticas no que concerne à garantia da segurança de pessoas e bens.

Foi efetuada uma vistoria com a presença das entidades intervenientes na segurança, pelas 10h00 do dia 1 de outubro, para aferir se o recinto reunia as condições de segurança. Verificou-se que a “alcatifa” colocada era diferente da usada habitualmente, desconhecendo-se as características da mesma. Assim, foi solicitado à organização que fosse facultada a ficha técnica por forma a aferir a reação ao fogo da mesma, tendo sido sugerido pela equipa de vistoria no local, que, como habitual em anos anteriores e reforço preventivo, fosse molhada a superfície do tapete durante a tarde, por forma a garantir uma maior humidade da mesma e a reduzir o levantamento de pó no interior do espaço coberto.

Às 18h11 do mesmo dia 1 de outubro, foi-nos remetido pela Comissão Organizadora da Festa das Latas a ficha técnica do produto, tendo-se verificado que o tapete aplicado tem uma reação ao fogo com um nível de desempenho aceitável, ou seja, reconhecido como tendo um contributo limitado para o desenvolvimento do fogo, de acordo com o sistema europeu de reação ao fogo dos produtos de construção, (Euroclasses).

Por último, importa esclarecer que é habitual, em caso de dúvida, pedir elementos e informações, neste caso a ficha técnica do produto para aferir as suas características dado ter sido a primeira vez que era aplicado neste contexto e dentro de um espaço coberto. Perante os esclarecimentos e medidas adotadas, nunca esteve em causa o encerramento do recinto, sendo ainda de realçar a presença e sempre pronta disponibilidade em todos os momentos da equipa da COFL2025.»

Referindo, ainda, a existência de um segundo palco, Carlos Magalhães, presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) indicou as razões que levaram à sua presença. «O palco que se situa a céu aberto é um palco móvel que achámos necessário implementar, em cima da hora, tendo em consideração as atuações e os seus horários. O objetivo foi dar espaço para que todos atuassem sem problemas ou atrasos».

Resultados positivos

Apesar de ainda não existirem dados oficiais, Carlos Magalhães indica que as expectativas foram atingidas. «Ainda estamos à espera dos dados finais, mas a contenção de custos foi conseguida. São os pequenos detalhes que criam alguma “folga” para conseguir conter gastos desnecessários». Estes “pormenores” ligam-se com as infraestruturas e a alimentação, que este ano teve mudanças para que fosse mais eficaz e não existisse desperdício ou excessos de custos.

Em termos de visitantes, a média diária de adesão ao parque foi de 8 a 12 mil pessoas por noite, com destaque para sexta-feira, que se acredita ter sido o «melhor dia».

Para além dos resultados «positivos» na contenção de custos, o presidente da DG/AAC relembra que a Festa das Latas é mais do que «as noites no parque». «Fizemos muitas outras atividades culturais por exemplo, como a Serenata, a revolta do Grelo, o Sarau Académico, o próprio Cortejo, e é necessário salientar o sucesso e adesão estudantil destes momentos». A estes eventos, Anaís Pintassilgo, coordenadora da Festa das Latas, juntou as restantes iniciativas, de cariz social, que também ocorreram, como o «rastreio de IST’s, a doação de sangue e a recolha de produtos de higiene».

Queixas externas

Tendo em consideração as várias queixas de que a organização foi alvo, o Diário de Coimbra tentou entender qual foi o maior problema e quais as soluções que teriam de ser efetuadas para as edições futuras. Carlos Magalhães foi claro na sua opinião. «Acho que é sempre necessário haver comunicação. Neste caso, e como estudante do Polo II, entendo as queixas e percebo, ninguém quer ficar de parte. Mas a organização esteve sempre em contacto com todos, através de reuniões e na Assembleia Magna, onde os grupos académicos se juntaram e se fizeram ouvir, e talvez seja aí que reside o problema», identificou, salientando que a presença nas Assembleias Magnas é de extrema importância para que as entidades académicas se possam expressar.

Relativamente às queixas por parte dos feirantes no que toca ao “prejuízo” e às dificuldades, o presidente entendeu a sua posição e mostrou-se «aberto ao diálogo» para que as situações não se repitam e refletiu que a adição do palco secundário, numa zona que anteriormente tinha sido prevista para apenas zonas de alimentação, pode ter «prejudicado a situação comercial». Apesar de, como o próprio informou, não se ir recandidatar à DG/AAC, deixou claro que a estrutura da Associação Académica estará sempre «pronta para continuar a melhorar» na organização destes eventos.

Outubro 6, 2025 . 17:30

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
95 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right