
Mosteiro de Lorvão fica mais “doce” este fim de semana
O Mosteiro de Lorvão é este fim de semana o “palco” da doçaria conventual nacional. Álvaro Coimbra, presidente da Câmara Municipal de Penacova, comentouque «este é um momento que valoriza o património e a cultura do concelho» e adiantou que «este ano estão presentes 20 doceiros de todo o país, exceto do Algarve».
Álvaro Coimbra destacou a presença no evento de dois empreendedores do concelho de Penacova, de forma a mostrar «o incentivo à aposta na doçaria conventual local». Estes produzem não só os doces mais conhecidos do concelho, o Pastel de Lorvão e a Nevada, mas também «uma panóplia de doces que nasceram através das freiras que habitavam o Mosteiro de Lorvão».
Outras duas doceiras presentes são Graça Ferreira, de Alcobaça, e Cila Leitão, de Pereira. Graça Ferreira representa a Casa dos Doces Conventuais Alcobaça, «defendendo esta arte artesanal há 32 anos». A doceira revela que «apesar de na atualidade já se fazer doces de forma mais fácil, ainda trabalha à moda antiga, em tachos de cobre». Declara ainda que são importantes «estas iniciativas dos municípios de forma a mostrar a doçaria que se fazia antigamente sem farinha, sem leite, sem manteiga».
Cila Leitão é freira das Ursulinas e vende Queijadas de Pereira, que são “ex-libris da casa”, apesar de venderem mais alguns produtos, como Natas do Convento e Queijadas de Leite. A freira conta que «este é o segundo ano na Mostra de Lorvão, tendo corrido muito bem no ano passado». Este ano as expectativas são altas visto que «quem comprou no ano passado sabe que o produto é bom e volta».
Graça Ferreira também se mostra confiante numa boa mostra a nível de vendas. A doceira evidencia a boa adesão no momento da abertura, afirmando já ter vendido «alguns produtos».
A Mostra de Doçaria Conventual de Lorvão teve como novidade desta edição momentos culturais aliados à venda dos doces
Maria Isabel, uma das muitas pessoas que se deslocaram ontem ao Mosteiro de Lorvão, vinda de Coimbra, revela que se deslocou principalmente para visitar a Mostra de Doçaria Conventual, confessando-se indecisa sobre o que provar. Os irmãos Guilherme e Sofia Saúde também vieram de Coimbra, sendo «a primeira vez no Mosteiro de Lorvão». Embora ainda não tivessem provado devido à quantidade e variedade de doces, Guilherme Saúde avisou que precisava «de ver melhor todos os produtos, visto que gosta de tudo».
O presidente da Câmara de Penacova evidenciou que este ano «quiseram “casar” a Mostra de Doçaria com alguns eventos culturais». Após a abertura oficial do evento houve uma palestra sobre “A arte de fazer doces: A doçaria conventual como uma forma de escultura e pintura”, pela professora Paula Barata Dias, da Universidade de Coimbra. De seguida, realizou-se uma recriação da manufatura dos palitos de Lorvão pelo Grupo Etnográfico de Lorvão. Ainda houve um concerto de órgão de tubos por Célia Sousa Tavares. Por fim, o primeiro dia da mostra, que acabou às 22h00, incluiu o Encontro Internacional de Coros, “Entre Montes e Vozes”, com o Coral Divo Canto, o Coral 7 de Setembro, o Órfeão Polifónico de Mortágua e o Coral Polifonica de Culleredo.










