
Maioria confiante no futuro e PS com balanço positivo
A última reunião do atual executivo municipal de Coimbra realizou-se ontem, de forma extraordinária, essencialmente para aprovar a ata da anterior reunião ordinária e alguns pontos sem impacto relevante na comunidade, à exceção do ajuste temporário dos SMTUC até 13 de outubro, já noticiado e que foi ratificado pela maioria (abstenção do vereador Francisco Queirós, da CDU). No final da reunião, as duas forças políticas mais expressivas, PS e coligação Juntos Somos Coimbra, acederam a um curto balanço do mandato, com os momentos que consideraram mais marcantes.
Para Regina Bento, o momento mais difícil, em termos pessoais, foi quando o vereador Carlos Cidade «nos deixou», sem que ninguém contasse, levando a que assumisse repentinamente a liderança da bancada socialista. Em termos políticos destacou a «luta dura» quando o presidente da Câmara quis internalizar os Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra. Foi um momento político «bastante intenso», sublinhou, uma luta que foi ganha com a aliança dos trabalhadores, evitando que os SMTUC «não desaparecessem» da estrutura orgânica municipal e «mantivessem a autonomia».
No geral, Regina Bento entende que a prestação socialista foi positiva, com reuniões bem preparadas, apresentação de propostas construtivas ou de melhoria das apresentadas pela maioria.
José Manuel Silva, por sua vez, lembrou que o executivo herdou uma Câmara «com contas equilibradas», mas «sem dinheiro para investir», surgindo depois o efeito inflacionário da guerra na Ucrânia: «todas as famílias sofreram» e teve um impacto negativo de nove milhões de euros na Câmara, eliminou a capacidade de investimento durante um ano.
José Manuel Silva irá servir Coimbra como vereador se são for eleito presidente. "Perguntem aos outros candidatos", desafiou
Felizmente, observou o presidente e recandidato, «a nova dinâmica» que fomos introduzindo, nas áreas económica, social, cultural ou turística, que se refletiram no aumento demográfico no concelho, permitiu «aumentar a receita em 10 milhões de euros, apesar da redução de impostos».
Um novo mandato é encarado com confiança, pelas dinâmicas crescentes, com o candidato a dizer que está disponível para continuar na Câmara como vereador da oposição, se não vencer. «Perguntem aos outros candidatos se estão disponíveis para ficar», desafiou, ao notar que há quatro anos havia «vontade de mudança», hoje «há a consciência da vantagem para Coimbra na continuidade», para o atual executivo manter «projetos de desenvolvimento». Os atuais índices competitivos «estão extraordinários» [ficou em 4.º lugar no recente ranking nacional de competitividade municipal, do Instituto +Liberdade] e, assumiu o autarca, vai ser o concelho «mais dinâmico no desenvolvimento sustentado e sustentável do país». Como momento «paradigmático», de «mudança», José Manuel Silva apontou a instalação da Airbus em Coimbra, exemplo para outras empresas e que mostrou ao país a nova forma de trabalhar da Câmara.










