
Doces conventuais desfilam no Mosteiro de Lorvão
Do berço, o Mosteiro de Lorvão, surgem os Pastéis de Lorvão, as Nevadas e outras iguarias doces, de origem conventual, que, no próximo fim de semana, estão para conhecer e provar na 4.ª edição da Mostra Nacional de Doçaria Conventual de Lorvão. Mas pelos claustros do Mosteiro, o palco da realização, “desfilam” iguarias que compõem a tradição doceira de Portugal, oriundas das mais diversas localidades.
Dos ovos moles de Aveiro, ao pão de ló de Ovar, às tortas de Azeitão, pastéis de Tentúgal, sericaia de Évora, queijo do céu de Arouca, cornucópias de Alcobaça, templárias de Tomar, queijadas de Pereira, teresinhas de Guimarães, castanhas de ovos de Coimbra, entre outras. Ao todo, são mais de duas dezenas de doceiros que, em Lorvão, representam o vasto património doce de origem conventual do país.
Esperam-se muitos visitantes num evento que, garante o presidente da Câmara de Penacova, tem sido «uma aposta ganha». «O feed-back tem sido tão positivo que há doceiros que praticamente se inscrevem de um ano para o outro», garante o autarca, admitindo que isto é «motivador para a organização», assim como é o facto de se constatar que praticamente todo o produto exposto «é consumido durante a realização da mostra».
Organizada pela Câmara Municipal de Penacova, a mostra decorre num monumento nacional de grande valor histórico e cultural, o Mosteiro de Lorvão, que também foi um antigo centro de produção de manuscritos no século XII. «Seria um desperdício não aproveitar o património doceiro herdado do Mosteiro de Lorvão», acrescenta Álvaro Coimbra.












