
Há 9.200 novos casos de cancro da mama
É a doença oncológica com maior incidência no nosso país, razão que justifica um mês inteiro dedicado ao cancro da mama. E os números não mentem. «Há cerca de 9.200 novos casos em 2025». E, apesar de os índices de mortalidade serem significativamente menores, face ao «diagnóstico precoce» e à melhoria dos tratamentos, ainda se registam, em média, «2.200 casos/ano».
Os dados foram divulgados ontem por Natália Amaral, secretária geral da Liga Portuguesa Contra o Cancro, na apresentação do “Outubro Rosa”, uma iniciativa com a chancela da Liga, que aposta na prevenção e pretende sensibilizar a comunidade para a problemática do cancro da mama.
Números que dão que pensar e exigem «chamar a atenção para esta doença», afirmou a médica, que sublinhou a importância de «sensibilizar a população para o diagnóstico precoce, para o rastreio e para os fatores de risco». «É isso que este mês, “Outubro Rosa”, pretende», disse Natália Amaral.
«Não tenham medo de fazer o rastreio», enfatizou, sublinhando a necessidade de «acabar com os mitos», designadamente de que «a mamografia doí». Pode não ser a coisa mais confortável do mundo, mas «antes ter dor na mama que ficar sem a mama!», alertou.
"Não tenham medo de fazer o rastreio", disse a médica
A responsável da Liga, também ginecologista, pediu que todos os presentes na tertúlia, realizada no “Terraço da Alta”, possam ser «veículos transmissores» desta mensagem e «participem ativamente» nas ações de sensibilização e informação, pois é «importante saber o que se pode fazer» e se há fatores com os quais «não podemos interferir», outros há, designadamente ao nível de diagnóstico, que são essenciais.
«Fazer um diagnóstico o mais precoce possível para que o diagnóstico seja o melhor possível», disse ainda a médica, que espera, no final do ano, ter dados sobre os novos casos na região Centro.
Sónia Silva, responsável pela Unidade de Psico-Oncologia da Liga, lembrou que o movimento “Outubro Rosa” é «reconhecido há mais de 30 anos, promovido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro com o objetivo de «consciencializar, prevenir e sensibilizar para o diagnóstico precoce do cancro da mama», doença que afeta milhares de mulheres em todo o mundo. «É o cancro mais frequente na mulher no nosso país», frisou.
Reforçando as palavras de Natália Amaral, a psicóloga salientou a importância de «atitudes simples, que podem salvar vidas», como a «realização periódica de exames», a «participação no rastreio do cancro da mama, felizmente agora dirigido às mulheres a partir dos 45 anos de idade», salientou, alertando para a necessidade de «atenção constante aos sinais do nosso corpo ao longo de toda a vida».











