
Baile de Gala em Tábua recupera o glamour de outros tempos
O “Baile Grande” está de regresso ao salão dos Bombeiros Voluntários de Tábua. Desta vez são os próprios bombeiros que organizam esta noite de gala, integrada nas comemorações do 90.º aniversário. A festa está marcada para 11 de outubro e pretende recuperar uma tradição feita de boas memórias.
«É uma réplica das festas que se faziam nos anos 60, 70 e 80», diz o presidente da Direção da Associação Humanitária. Rui Andrade conta que, nessa época, em finais de setembro, assistia-se sempre ao Baile de Gala, organizado pelos tabuenses radicados em Lisboa, onde tinham os seus negócios, e que nesse mês regressavam à terra natal e se empenhavam na organização de uma noite de gala, que incluía baile com orquestra. O empresário ainda se recorda da presença do maestro Shegundo Galarza (1924-2003) em Tábua e do empenho das senhoras da vila na preparação da refeição.
Um evento cheio de glamour e requinte que mobilizava toda a vila. A elegância dos trajes era ponto assente, com os homens a usarem, naturalmente, fato e gravata e as senhoras vestido de noite. Rui Andrade recorda que, ainda adolescente, tentou entrar de calças de ganga e não conseguiu e lembra, ainda, a “ginástica” de comunicação que foi necessário fazer, «num tempo em que não havia telemóveis», para ”transferir” as gravatas de uns jovens que já estavam no interior do salão e que foram o “salvo conduto” para garantir o acesso de outro grupo de rapazes que não tinha este adereço.
«O objetivo era angariar fundos para os Bombeiros», conta o empresário, que preside há cinco anos à Direção dos Bombeiros. «Várias pessoas, mais velhas, pediram-me para reativar o Baile de Gala», refere. Um desejo de «recuperar boas memórias» que conta com a ajuda de todos quantos tiveram essa experiência. Rui Andrade destaca Serafim Alexandre, com quase 90 anos, que preside ao Conselho Fiscal dos Bombeiros.
«Vamos fazer uma réplica desses bailes», no mesmo espaço, ou seja, o salão dos Bombeiros. A música está a cargo da Orquestra Ligeira de Tábua, “guarnecida” para a ocasião com «seis músicos profissionais» escolhidos pelo maestro, aos quais se juntam os artistas Andrea Verdugo e Francisco Vicente. O serviço de catering está a cargo de uma empresa de Carregal do Sal, que serve o jantar e a ceia.
O entusiasmo é geral e as inscrições têm corrido bem, com os mais atrasados a poderem, ainda hoje, fazer a sua reserva, através de um telefonema para a secretaria dos Bombeiros Voluntários (235 413 203). O preço por pessoa é de 80 euros. «Estamos quase no limite», diz o presidente, uma vez que 220 convidados é o número máximo, para permitir que haja espaço, nomeadamente para dançar. Rui Andrade confessa que gostaria de contar com a presença de algumas famílias de Lisboa, que durante décadas estiveram ligadas ao Baile Grande, mas que ultimamente perderam o contacto com a vila. Uma presença que considera importante, para reforçar o «espírito da família tabuense» e garantir «uma noite inesquecível» no próximo dia 11 de outubro.











