
Sustentabilidade é futuro do Turismo em Coimbra
O painel “O futuro está a acontecer em Coimbra” assinalou o Dia Mundial do Turismo, que este ano tem como tema o “Turismo e Transformação Sustentável”, numa apresentação incluída no encontro “Coimbra Sustainable Tourism Large Language Models”, que decorreu na Câmara de Coimbra. Nele, Anabela Freitas, vice-presidente do Turismo Centro de Portugal afirmou que «há a ambição de certificar o Centro de Portugal como “EarthCheck”», um certificado internacional que atesta o compromisso de um destino ou negócio com a sustentabilidade social e ambiental. A responsável reconhece que «o caminho é longo, mas quando se sonha, sonha-se com o topo».
«Quando estamos a falar de turismo, estamos a falar de competição com outros destinos», relembra Anabela Freitas. Contudo, a mesma considera que existem alguns fatores que são diferenciadores, como o clima, a história, o património, a cultura, a natureza e existência de mar na região Centro.
A responsável do Turismo Centro de Portugal avisa que «52% dos turistas estão disponíveis para alterar o seu destino para um mais sustentável», sendo por isso justificável o investimento nesse setor, considerou.
“52% dos turistas estão disponíveis para alterar o seu destino para alterar o seu destino para um mais sustentável”
António Albuquerque, diretor de Desenvolvimento Económico da Câmara de Coimbra, diz que «é importante construir o futuro de Coimbra, resgatando o passado, porque não se constrói o futuro sem olhar para o passado». Acrescentando que «é necessário um resgate e regeneração da Baixa de Coimbra, mas sem se perder a sua alma», que são os comerciantes, e tudo o que envolve a zona. Luís Moura Ramos, docente na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, levou alguns valores que completam a temática. «Em 2014 o setor do alojamento, restauração e similares era o segundo setor de atividade com menores salários médios em Portugal, com 713 euros. Entre 2024 esse valor subiu para 1.083 euros. O problema é que continuou a ser o segundo setor». Isto dificulta a retenção das pessoas num setor considerado muito importante em Portugal, com cerca de 450 mil pessoas.










