
Fagrip abre portas para quatro dias de festa diversificada
Com mais um Dia do Município no horizonte, a Feira de S. Miguel de Penela (Fagrip) dá hoje início a um conjunto de momentos culturais que revelam todo o seu potencial e centralismo. Para os mais novos o destaque serão os concertos, para os mais velhos a vertente económica, histórica e cultural.
«Um dos objetivos a que nos propomos é sempre melhorar, mas, sobretudo, é mostrar que Penela está central e perto de Coimbra», revela Eduardo Santos, presidente da Câmara de Penela. Da mesma forma que afirma a centralidade penelense, realça a «grandeza» da festa, que espera atingir números importantes. «Esperamos entre 25 a 30 mil visitantes».
Se por um lado o público mais jovem vem pela música (Mizzy Miles, que atuou ontem, The Gift, hoje pelas 22h30, e Nininho Vaz Maia, amanhã às 22h00) os mais velhos e comerciantes procuram objetivos diferentes. «Penela tem-se afirmado como um centro de comércio e esta feira acaba por servir de "foco" para negócios», indica o autarca.
Fagrip procura atrair não só a população local, como todos os penelenses espalhados pelo mundo e, ainda, empresas
Com a evolução, natural, da Fagrip, os seus moldes foram alterados (lembramos que as Festas de S. Miguel celebram este ano 592 anos de existência) a festividade tornou-se num epicentro de atividades que vão desde a agricultura à arte, passando pelo desporto e pelo associativismo, e a parte económica não passa despercebida. «São várias as empresas que aproveitam este momento para expor os seus produtos, tal como entidades individuais e pequenos negócios, o que torna esta festa num ponto agregador para a economia regional», explica Eduardo Santos.
Festa de “união”
Para além de um forte apoio local, o autarca explica que há uma forte adesão de população «de fora». «Há já quatro anos que trabalhamos para apresentar um programa com maior robustez para podermos atrair pessoas de mais localidades» o que ajuda «a investimentos no município» que deixam um efeito «duradouro» em Penela.
Se esses efeitos se fazem sentir em termos económicos, é também nas pessoas que se vão juntando, anualmente, no concelho que a união se sente. «É um momento de reunir a família, os penelenses que estão aqui, mas também os de outros pontos do país e até mesmo fora dele», servindo assim como um «reencontro» de gerações e amigos.
Com uma aposta em novos formatos de programa cultural e de animação, sem nunca esquecer todos os outros pontos da tradição, a Fagrip prova que Penela é atrativa em todos os aspetos que importam. «Somos centrais no distrito e temos ligações [viárias] a basicamente todos os pontos, principalmente Coimbra. Isto torna-se atrativo para a população jovem que pode fixar-se aqui e, simultaneamente, para as empresas que podem investir sem medos» realça.
Apesar da festa prometer grande sucesso, as condições climatéricas podem afetar o fim de semana, que se prolonga para segunda-feira. «Podemos vir a encontrar alguns problemas [meteorológicos], mas esperamos que tudo corra bem. Antigamente fazíamos a festa do dia da Feira de S. Miguel [que ocorre amanhã] de outra maneira, mas este ano com o feriado municipal na segunda-feira, fez sentido juntar mais momentos culturais no domingo e na própria segunda, inclusive a atuação do Nininho Vaz Maia», comenta o presidente.
Com a feira a manter-se ativa até segunda-feira, quando se realizam as celebrações do Dia do Município, não faltarão oportunidades para visitar os cerca de 45 expositores que mostram a gastronomia, associações, artesanato e empresas locais. A festa tem, ainda, entrada livre todos os dias e para todas as atividades programadas, concertos e animações incluídas.











