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Relações Internacionais - 30 anos a formar cidadãos

Este ano marca o aniversário de 30 anos da criação do curso de Relações Internacionais na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

José Manuel Pureza, ainda docente deste curso, foi um dos fundadores junto com Boaventura de Sousa Santos, Luís Moita e João Gomes Carvalho. O curso começou a ser pensando ainda em 1993.

Em sessão na FEUC, José Manuel Pureza explica que o curso nasceu de uma necessidade de «fazer algo diferente do que existia», visto que «não havia uma resposta para um mundo que estava em mudança».

Também o diretor da FEUC, José Manuel Mendes, reiterou este objetivo, afirmando que este foi «um curso que desde o início se marcou pela diferença».

Num momento emotivo, mas de boa disposição, o professor catedrático relembrou alguns momentos que marcaram este trajeto, não esquecendo as mudanças que foram acontecendo. Uma das evoluções foi visível no aumento de estudantes internacionais, especialmente vindos do Brasil, algo marcante nos últimos 10/15 anos.

Apesar disto ser um motivo de orgulho, também traz desafios, visto que «o curso foi criado para responder a problemas da sociedade portuguesa», relembra José Manuel Pureza. Outro dos objetivos continua a ser cumprindo, na medida que a formação de cidadãos permanece.

Um dos debates que se gerou na altura da criação da Licenciatura de Relações Internacionais foi a localização desta na FEUC. Porém para o docente a inserção foi fundamentada, visto que «já se ensinava Relações Internacionais na FEUC antes do curso ser criado, através da disciplina de Sociologia das Relações Internacionais que permitiu reduzir o impacto da formação de um curso novo».

Após 30 anos, apesar de terem sido superados alguns desafios, ainda existem outros que necessitam de ser ultrapassados. «Combater o estreitamento do discurso em Relações Internacionais, formando pessoas para uma visão abrangente e mostrar à sociedade portuguesa a importância estratégica para o país de pessoas formadas em Relações Internacionais» são dois exemplos que o fundador considera que terão de ser superados.

Por fim, José Manuel Pureza afirma que «não basta ser competente para ler o mundo, mas ser competente para intervir nele».

Setembro 25, 2025 . 07:50

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