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“Consegui perceber que estou no mesmo nível dos melhores do mundo”

José Carlos Pinto estreou-se num Campeonato do Mundo em Tóquio e foi o 15.º classificado nos 1.500 metros após época de grandes mudanças em que foi viver e treinar para a Noruega, país para onde se irá mudar. Início no atletismo, vida no Benfica e em Lisboa, o sonho de estar nuns Jogos Olímpicos e “se é para sonhar, gostava de ser medalhado”, como horizonte. É a nossa 300.ª Entrevista da Semana

Diário de Coimbra Queria ir ao Mundial, conseguiu, e foi o 15.º melhor do mundo nos 1500 metros. Ficou satisfeito por ter atingido este nível?
José Carlos Pinto Fiquei muito satisfeito. Achei que dava para um bocadinho melhor, não vou mentir. Achei que podia estar nos 12 primeiros e ser finalista. Mas, tendo em conta todo o progresso que tive nesta época, que foi fantástica, dou-me contente por este 15.º lugar. Somos eternos insatisfeitos. Os atletas são mesmo assim, esta­mos sempre à procura de sermos melhores e é para isso que faço desporto, para ser o melhor. Daria para ser melhor, mas dou-me por contente.

Como é que foi estar ali com os melhores do mundo da modalidade?
Foi fantástico, mas cheguei à conclusão que estou no mes­mo nível que eles e isso é excelente. Na minha série ganhei ao segundo do ranking mundial. Ganhei, também, ao campeão olímpico de Tóquio de 2021. Lá está, consegui perceber que estou no mesmo nível que eles. Apenas, neste momento, é uma questão de táctica em prova. Portanto, foi fantástico ver que, afinal, todo o tempo investido na modalidade está a dar certo e todas as escolhas que fiz estão a dar frutos.

Em que é que foi pensando ao longo da prova. Achou, nalgum momento, que seria possível fazer melhor?
Sim, achei que poderia ter feito um bocadinho melhor, principalmente na meia-final. Corri muito na pista 2, ou seja, acabei por correr mais metros do que os meus adversários que iam na pista 1 e, claro, ao fim, acusei um bocadinho essa distância a mais. Mas penso que foi a pro­va em que fui mais bem preparado a nível mental, psicolo­gicamente. Não posso dizer que estava nervoso, o que é excelente. Normalmente, não consigo dormir nos dias antes, não sei se era ansiedade ou mesmo só o facto de estar nervoso. Mas, no Mundial, estava totalmente ciente das minhas capacidades.

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Setembro 25, 2025 . 11:01

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