
Vila Verde defende “saúde e qualidade de vida” da população
Vila Verde assinalou no sábado o 235.º aniversário da freguesia com um programa que contou com a participação de vários grupos de música tradicional portuguesa, numa organização do Grupo Recreativo Vilaverdense, e com a atuação da banda filarmónica da Sociedade Instrução e Recreio de Lares.
O executivo da junta de freguesia aproveitou ainda a ocasião para prestar reconhecimento e homenagear cinco vilaverdenses que contribuíram para elevar e dignificar a vila, entre os quais se destacou Guiomar Silva, uma das impulsionadoras para fazer parar a atuação da empresa BioAdvance.
«Tenham força e coragem para viver a vida com dignidade», afirmou após a entrega da medalha, dirigindo-se à comunidade presente na sessão solene comemorativa do aniversário da freguesia.
Recorde-se que a fábrica de biocombustíveis se tornou uma “grande dor de cabeça” para a população de Vila Verde. Construída dentro do Porto da Figueira da Foz, mas estando localizada na foz do rio Mondego e a escassos 100 metros de habitações, gerou preocupação pelo mau cheiro provocado pela sua laboração que é feita a partir de óleos alimentares usados e ácidos gordos.
«O mais importante é a nossa saúde e a nossa qualidade de vida que temos que preservar com todas as nossas forças e a junta de freguesia tem essa obrigação de defender quem confiou no executivo, que tem a missão de defender todos os que cá estão, mas também todos os que virão, que são os nossos filhos e os nossos netos, pois temos a responsabilidade de zelar pelo seu futuro», asseverou o presidente da Junta de Vila Verde, referindo-se às duas situações que tornaram o seu terceiro e último mandato em algo “atípico”, nomeadamente a exploração dos caulinos e a laboração da BioAdvance.










