
Assembleia popular debate incêndios e “exige ação”
A rede de Emergência Florestal/Floresta do Futuro, uma rede informal, de âmbito nacional, promove hoje ações em diferentes zonas do país com o mote “Deseucalipar, Descarbonizar e Democratizar”, para debater os incêndios e “exigir ação”. Arganil é uma das localidades onde vai decorrer esta ação, que, no concelho, está a ser dinamizada por Margarida Marques, defensora da causa ambiental, residente na União de Freguesias de Cepos e Teixeira, que, na última sessão ordinária da Assembleia Municipal de Arganil, deu a conhecer a ação e convidou todos a comparecerem. O encontro está agendado para as 14h00, no Parque Verde do Sub-Paço, de onde parte uma marcha pelas ruas da vila, que culmina com uma Assembleia Popular na Praça do Município. «Os incêndios não se resolvem porque fazem parte da natureza, mas pode-se prevenir muita coisa», defendeu a organizadora da ação, referindo que por isso é preciso «voltar a sair à rua, fazer uma manifestação, repensar como é que podemos divulgar uma ideia ou divulgar uma missão de uma outra forma».
O objetivo da ação de hoje passa por «partilhar ideias e fazer um levantamento dos projetos que já estão a ser feitos no território, além do Projeto Floresta Serra do Açor, onde podemos verificar o que teve sucesso e o que não teve, para podermos trabalhar o território como um todo», explicou Margarida Marques, defendendo que se continuar o trabalho com parcelas «continuará a acontecer o que acontece».
«Não podemos deixar que a urbanidade se esqueça de nós, nós não abandonamos o nosso território, estamos cá», declarou, reforçando que «esta saída é um ponto de encontro de todos, mas também uma mensagem para a urbanidade».
Devido aos incêndios, «já há pessoas a fugir daqui e pessoas que já não querem vir para aqui, porque têm medo», referiu a promotora da ação, congratulando-se, ainda assim, «por aquelas que cá estão, que cá ficaram e que regressaram, porque têm uma visão deste território ligada à ecologia».
A dinamizadora apelou também para que este «não seja um tema de campanha política». A prevenção dos incêndios «tem de ser um pacto nacional, obrigatoriamente, um pacto que interessa a todos, sempre com a consciência do bem-comum», defendeu, acrescentando que «os partidos, têm que se reinventar nestas questões dos incêndios».












