
APAFF precisa de mais apoios para compra de terreno
A Associação de Proteção Animal da Figueira da Foz (APAFF) está a viver um momento crítico, tendo em conta que o terreno que acolhe o abrigo há mais de 20 anos, em Caceira, na freguesia de Alhadas, foi colocado à venda por 65 mil euros.
O problema é que este é um valor do qual a associação não dispõe, tornando-se por isso «irreal». Nesse sentido, a direção tem vindo a realizar, nos últimos dois meses, diversas iniciativas com o intuito de angariar verbas para conseguir comprar o terreno em causa e manter assim um “lar seguro”.
A mais recente diz respeito a uma campanha de crowdfunding.
Desde o início da angariação de fundos, que está a decorrer há menos de um mês na plataforma GoFundMe, já foram arrecadados 9.341 euros.
Este é, para já, o resultado de 343 doações, tendo sido a maior contribuição na ordem dos 625 euros.
«As pessoas têm correspondido, mas estamos muito longe do valor pretendido», lamentou Almeida Sousa, vice-presidente da Assembleia Geral da instituição, apelando assim à sensibilidade da população para a causa animal.
A APAFF tem aos seus cuidados 150 cães e gatos. Por isso, o apoio da Câmara Municipal, as quotas dos sócios e as habituais campanhas de angariação destinam-se, essencialmente, às despesas diárias com alimentação e cuidados veterinários dos animais.
Ao longo de mais de duas décadas a associação tem-se dedicado a resgatar animais da rua ou em situação de negligência, prestar cuidados médicos e de reabilitação, treinar cada animal para que “volte a confiar” e, por fim, tentar encontrar famílias para adoção destes companheiros de quatro patas.
Os interessados em contribuir para a causa podem fazê-lo através do endereço https:// www.gofundme.com/f/compra-do-terreno-do-abrigo e fazer o seu donativo na plataforma. «Cada contribuição, por menor que seja, ajuda a manter este abrigo vivo», lê-se na breve explicação que a associação apresenta nesta angariação de fundos.
Entretanto, Almeida Sousa avançou ao nosso jornal que a autarquia figueirense realizou recentemente um levantamento topográfico do terreno em causa e verificou que há desconformidade com a área que consta no registo predial.
«Sei que o advogado dos herdeiros do terreno já foi contactado e aguardamos por uma resposta», disse.
Por seu turno, Sandra Mortágua, da APAFF, indicou que há uma «discrepância na ordem dos três mil metros» e que, a confirmar-se, entende ser «justo» que se baixe o valor que está a ser pedido para a compra do terreno.











