
Festival de curtas Palari une o circo à sétima arte
É circo na tela que propõe o Palari – Festival Internacional de Curtas, organizado pelo MOMO – Museu do Circo, da Lousã, e, por isso mesmo, um festival «único na Europa» porquanto une as artes circenses à sétima arte. E quem o garante é Det Schafft, diretor da Companhia Marimbondo, que, face ao sucesso da primeira edição do Palari, no ano passado, não teve dúvidas de que este seria um festival para ter continuidade. É por isso que o Palari está de regresso, com realização de amanhã a domingo, com as duas primeiras sessões marcadas para o MOMO, às 21h30, e a última a realizar-se no Teatro Municipal da Lousã, pelas 17h00 de domingo.
«Na Europa somos os únicos», afirma o responsável da Marimbondo, frisando que festival de circo com cinema existirá apenas em Los Angeles, nos EUA.
A concurso neste festival que «celebra a magia e a diversidade do circo através da tela» estão 16 curtas metragens, selecionadas entre as cerca de 300 submissões de todo o mundo. Trabalho difícil «escolher as 16 finalistas», admite Det Schafft, com satisfação por perceber o impacto que o festival tem entre os realizadores.
«Estou muito satisfeito com a qualidade das obras deste ano», refere ainda, fazendo notar um dado curioso: entre os 16 finalistas não há portugueses e os brasileiros concorreram em grande força, acompanhados por trabalhos oriundos de Espanha, Nigéria, Rússia, Reino Unido, Polónia, Hungria, Estónia, Alemanha e Áustria.
«Uma seleção cuidadosamente curada de filmes que captam a beleza, a emoção e a nostalgia do circo», refere Det Schafft, certo de que estas “curtas” vão levar os espectadores «a uma jornada extraordinária através de documentários envolventes que exploram os bastidores do circo e narrativas emocionantes que destacam as vidas dos artistas, passando por obras de ficção inovadoras e sui generis».
As 16 curtas metragens estarão a lutar pelo Palari de Ouro ficção e documentário, que serão escolhidos pelo juri, mas o público também será desafiado a fazer a sua escolha e a eleger um vencedor. A partir do Cineteatro da Lousã, no domingo, será ainda estabelecido contacto por videoconferência a anunciar os vencedores desta segunda edição.
«Estamos no interior, fazer cultura é difícil, estou aqui há 35 anos a tentar e nunca temos certezas, mas no ano passado as pessoas gostaram imenso, por isso eu espero que venham e que se divirtam mesmo», apela Det Schafft.
O Palari conta com a colaboração da Filmes sem Futuro.
Stéphanie do Mónaco elogia Palari
Sendo o Mónaco a capital do circo, a organização resolveu convidar, através de carta, a princesa Stéphanie do Mónaco a apadrinhar o festival. Sem expectativas de resposta, a verdade é que a princesa, através da sua secretária, respondeu, manifestando a sua indisponibilidade por questões de agenda, mas elogiando a iniciativa «em prol do circo». «Ficámos muito contentes», confessa Det Schafft, afirmando que o Palari «tem pernas para andar» e em outubro «vai a S. Miguel, nos Açores».











