
Cinco jovens de Coimbra iniciam aventura de serem astronautas por um dia
A partir de hoje e até dia 21, há 30 jovens portugueses a viver uma experiência inesquecível na Ilha de Santa Maria, nos Açores. De mais de 500 que se candidataram, estes são os finalistas da edição deste ano da iniciativa “Astronauta por um dia” promovida pela Agência Espacial Portuguesa.
Dos 30, cinco são do distrito de Coimbra que é, juntamente com Lisboa, aquele que terá uma representação mais forte na edição deste ano do evento que, após dias de partilha de experiências e de convívio, culmina com um voo parabólico, de gravidade zero, com os 30 jovens a viverem o momento único de flutuar como astronautas. De Coimbra partem cinco jovens. Dois da Escola Secundária de Oliveira do Hospital, um da Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho, na Figueira da Foz, outro da Escola Secundária da Lousã e, por fim, dois do Colégio Rainha Santa Isabel, em Coimbra.
Rita Rebelo de Melo, com 17 anos, é uma das jovens que será, já a partir de hoje, astronauta por um dia. Aluna do 12.º do Colégio Rainha Santa Isabel, não esconde o “friozinho” na barriga pelo aproximar desta «grande aventura», ainda para mais quando será o culminar de alguns meses de várias provas, algumas delas bem desafiadoras, que culminaram com a escolha do seu nome para as 30 finalistas desta edição da iniciativa.
Como é que a Rita entra nesta aventura? Ela mesma explica ao Diário de Coimbra. «Desde pequena que tenho interesse por estas questões relacionadas com o Espaço. Sempre fui muito curiosa e de colocar questões “fora da caixa”». Quando soube que havia uma iniciativa que simulava a experiência de um astronauta, acho que numa reportagem na televisão, decidi inscrever-me», conta.
Por alturas do Carnaval iniciou a fase de testes, num momento em que ainda eram mais de 500 os candidatos, de todo o país. Começou com um vídeo, que enviou para a Agência Espacial Portuguesa a explicar quais as suas motivações e o que faria se se tornasse embaixadora do projeto. Depois, sujeitou-se a testes psicotécnicos «desafiantes, mais acessíveis», confessa.
Foi depois chamada para as provas físicas, em Lisboa, numa altura em que o número de seleccionados ia diminuindo e a esperança de chegar aos finalistas ia aumentando. «Fiz “vai e vem”, abdominais, provas de equilíbrio em cima de uma bola e deitada num skate», conta a Rita Melo. A seleção terminou com uma entrevista, «numa altura em que passaram de 50 para 30 candidatos».
A poucas horas de iniciar esta aventura não esconde a ansiedade e o nervosismo, mas prefere encarar os próximos quatro dias, como uma oportunidade de «viver uma experiência única, diferente, que é muito mais do que um voo parabólico, são quatro dias a conviver com pessoas diferentes, a partilhar interesses diferentes», confessa a jovem ao nosso jornal, admitindo que estes quatro dias poderão ajudá-la a definir o seu futuro. «Estou na área de Ciências e sempre gostei muito de Engenharias, a Engenharia Aeroespacial poderá ser uma opção», confirma.
O voo parabólico será, claro, a “cereja no topo do bolo” para os 30 jovens selecionados para esta aventura, que culminará numa cerimónia de graduação a decorrer este domingo, pelas 13h00, na sede da Agência Espacial Portuguesa, na Ilha de Santa Maria, nos Açores.












