
Ministro quer professores socialmente valorizados
O ministro da Educação, Ciência e Inovação esteve ontem na Figueira da Foz para visitar dois estabelecimentos de ensino público na cidade: a Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho e a Escola Básica do 2º e 3º ciclos João de Barros. A primeira acabou por ser um regressar à adolescência de Fernando Alexandre, já que este frequentou a Joaquim de Carvalho entre o 7º e o 12º ano. «Já tive muitos convites para voltar à Figueira da Foz desde que estou nestas funções, mas neste caso fiz-me de convidado», começou por afirmar o ministro, que quis dar uma aula de Literacia Financeira, sob a temática «A poupança e a capacidade de imaginar o futuro», a cerca de 280 alunos daquele estabelecimento de ensino e que contou ainda com a presença da vereadora do executivo figueirense Olga Brás e da deputada parlamentar Ana Oliveira.
«Achei que era interessante voltar aqui e ter a oportunidade de falar na minha investigação [trabalho desenvolvido sobre a poupança para a reforma com base num inquérito a dois mil portugueses] neste contexto daquilo que queremos para a escola no domínio da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento», justificou Fernando Alexandre. No arranque do ano letivo 2025/2026, o ministro considerou relevante partilhar com os estudantes a importância de estes fazerem o exercício de «imaginarem o futuro» e, por conseguinte, projetarem a forma como olham e poupam para a reforma.
Ministro da Educação esteve ontem na Secundária Dr. Joaquim de Carvalho e na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclos João de Barros
Não obstante, foi no final da aula que alguns alunos trouxeram para cima da mesa algumas das suas preocupações em relação à Educação, nomeadamente, com o descongelamento das propinas no ensino superior ou a falta de incentivos para quem quer seguir carreira docente (ver texto em baixo). Contudo, o responsável garantiu que o Governo já está a tomar medidas no sentido de garantir a «qualidade» do ensino público em Portugal. «Nós vamos deixar de falar no problema das deslocações dos professores, dos erros dos concursos - que são muitas vezes os temas em discussão na Educação em Portugal - e vamos passar àquilo que importa: o que é que nós temos que fazer para termos uma Educação com mais qualidade para todos, em todo o território nacional. E isso tem a ver com políticas nacionais que têm que ser claras, mas depois tem a ver cada vez mais com as autarquias, com as direções das escolas e, obviamente, no final, na sala de aula que é onde tudo acontece com professores motivados», asseverou.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:









