
Ministro da Educação voltou à Escola Dr. Joaquim de Carvalho para falar sobre literacia financeira
Fernando Alexandre, de 53 anos, entrou para a escola Dr. Joaquim de Carvalho nos idos de 1984 – ainda o estabelecimento de ensino se chamava Secundária nº 2 e não tinha sido batizado com o nome do pedagogo e historiador, o que só sucedeu em 1987 – ali cumprindo, até 1990, seis anos de escolaridade, antes de ingressar na licenciatura em Economia da Universidade de Coimbra (UC).
Hoje, o ministro tinha pela frente uma plateia de cerca de 280 alunos, para uma aula de quase uma hora sob o tema “A poupança e a capacidade de imaginar o futuro”.
Os estudantes de ciências económicas – três turmas do 10º ao 12º ano – estavam em minoria, face às restantes cinco turmas de Humanidades, Artes e Ciência e Tecnologia do ensino secundário, a que se juntaram outras duas do 9º ano de escolaridade: no período de perguntas e respostas que se seguiu à preleção do também economista e professor universitário, a poupança foi praticamente ignorada, face a necessidades mais prementes de futuros estudantes universitários.
Margarida Jordão, futura advogada ou juíza, aluna do 12º ano de Humanidades, quer seguir o curso de Direito em Coimbra na UC e passou à ação ainda durante a aula.
No mais, despachado o tema escolhido pelo ministro da Educação, assim que lhe foi dada a palavra, dispensou um microfone instável e tornou-se numa espécie de porta-voz dos colegas: lembrou o menor número de candidatos ao ensino superior e manifestou sentir que a palavra ‘apoio’, da parte do Governo aos estudantes, “está a ficar vazia”.
“Sinto que não temos residências suficientes, sinto que o aumento da propina foi uma frase do Estado a dizer ‘tu estás por ti’”, vincou a aluna, bastante aplaudida.
Na resposta, Fernando Alexandre explicou que com a atualização, à taxa de inflação, das propinas nas licenciaturas, prevista no próximo ano letivo (2026/2027) - que estimou em 13 euros mensais – o Governo irá aplicar um novo modelo de ação social, aumentando as verbas disponíveis em 30 milhões de euros, para os 100 milhões de euros.










