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Escolas de Oliveira do Hospital com 2.300 alunos

Agrupamento de escolas tem vindo a crescer e nos últimos três anos entraram cerca de 80 a 90 novos alunos, sobretudo estrangeiros

«Temos tudo organizado e está tudo a funcionar», começou por dizer Carlos Carvalheira no dia que marcou o arranque do novo ano letivo com as habituais apresentações.

Nos seus diversos estabelecimentos, o Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital (AEOH) acolhe 2.300 alunos nos vários níveis de ensino.

Neste arranque de ano letivo, o diretor Carlos Carvalheira deixa uma «palavra especial a todos os encarregados de educação e pais para que tenham confiança na escola». «A escola está sempre disponível para vos receber e só trabalhamos se todos colaborarmos uns com os outros.

E, portanto, desejo que seja um bom ano para todos, especialmente, para os nossos alunos», ressalva.

Segundo Carvalheira, nos últimos anos «tem havido um acréscimo significativo de alunos».

«Há três anos temos aumentado entre 80 a 90 novos alunos», refere, explicando que são sobretudo «estrangeiros».

Aliás, na comunidade educativa do Agrupamento de Escolas há 24 nacionalidades presentes.

«É esta a escola que nós queremos, uma escola inclusiva, uma escola para todos», frisa.

Para além do ensino regular, o AEOH dispõe de cursos profissionais, nomeadamente de Multimédia e de Energias Renováveis, sendo que este último será brindado com um Centro Tecnológico Especializado, um investimento de 1,2 milhões euros, que entrará em funcionamento brevemente.

Um ano após a abertura do Campus Educativo, um dos mais modernos da região, o balanço é positivo e para Carlos Carvalheira foi «uma aposta ganha». «Tem as melhores condições para o ensino desde o pré-escolar até ao quarto ano de escolaridade. Temos mais de 450 alunos naquele edifício», afirma.

Telemóveis proibidos até ao 9.º ano

O AEOH já se tinha antecipado à decisão do Ministério da Educação em proibir o uso do telemóvel até segundo ciclo, uma medida que «correu muito bem».

Este ano, a direção decidiu estender essa proibição «até ao nono ano».

«Há uma obsessão tão grande com os telemóveis que os nossos jovens não brincam, não convivem.

E, mais grave do que isso, é que essa obsessão leva a situações de alguma agressividade, de alguma violência, e nós não queremos que isso venha a acontecer», sublinha, pedindo aos encarregados de educação que «percebam esta medida e que ajudem».

A propósito de atitudes menos positivas, Carlos Carvalheira dá conta de que o Agrupamento vai apresentar «um grande projeto sobre o bullying, chamado Empatia».

Confrontado com a colocação de professores que tem sido assunto um pouco por todo o país, o diretor garante que, «felizmente», no agrupamento estão todos os professores «praticamente colocados».

Explica que «o que pode acontecer são problemas na substituição de professores que são titulares e que se vão aposentando durante o ano ou que vão metendo atestados médicos».

Setembro 15, 2025 . 08:45

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