
Caminhada solidária da APCC na Mata do Choupal
Cerca de uma centena de pessoas, entre utentes, familiares, colaboradores, amigos e voluntários, participou ontem na Caminhada Solidária da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra.
Foi uma manhã de convívio, em que a partilha foi a palavra chave como forma de lembrar a importância da inclusão.
A caminhada reuniu os participantes na Mata do Choupal e foi possível apreciar a natureza, à medida que os passos trilhavam o percurso até chegar à zona do bar, já no interior da mata.
A caminhada é apenas uma das atividades que se inserem nas comemorações dos 50 anos da instituição.
No próximo dia 19 de outubro, realizar-se-á um concerto solidário com Leonor Quinteiro, que terá lugar no Cine Teatro Messias.
Já no dia 20, no âmbito do Dia Nacional da Paralisia Cerebral, realiza-se um Seminário Internacional, no auditório do Conservatório de Música de Coimbra, que será uma oportunidade para discutir diversos temas com interesse para toda a comunidade da paralisia cerebral.
Já as celebrações oficiais culminam com uma gala que terá lugar a 28 de novembro.
Trabalhar para uma resposta com mais eficácia
Em conversa com Carlos Condesso, presidente da direção da APCC, o Diário de Coimbra teve oportunidade de perceber quais são as dificuldades da associação que está a celebrar os 50 anos.
A acompanhar cerca de 2.300 utentes, em diferentes valências, desde os lares residenciais, o Centro de Atividade e Capacitação (CACI), apoio domiciliário, Carlos Condesso refere que, todos os dias, «trabalhamos para que os nossos utentes tenham as melhores respostas».
Por ocasião dos 50 anos, um dos maiores sonhos da direção é, de acordo com o presidente, «juntar no mesmo espaço todas as valências da associação».
É um sonho que o presidente gostaria de ver concretizado, mas reconhece «que é um percurso que envolve as entidades locais e a própria sociedade civil».
A APCC, enquanto entidade da área social, desenvolve um trabalho de apoio a pessoas com diferentes necessidades, algumas delas, totalmente dependentes, pelo que «o momento das suas necessidades não se compadece com o momento das tomadas de decisão». Carlos Condesso refere-se à sustentabilidade da instituição que tem de trabalhar no sentido de «ter sempre reunidas as condições de resposta aos seus utentes».
Um dos exemplos prende-se com o transportes dos seus utentes.
Para garantir a eficácia dos 13 circuitos, que se estendem para fora do distrito de Coimbra, «temos de fazer uma gestão muito rigorosa, na medida que todas as viaturas têm de ser adaptadas».
Outra preocupação da direção é manter o edificado em boas condições, nomeadamente o Lar Integrado em Celas (com 36 utentes deficientes profundos), o Lar Residencial para crianças dos 6 aos 18 anos (com 10 crianças), o Lar Residencial para adultos na Quinta da Conraria (28 utentes com alguma autonomia), além do CACI, onde são desenvolvidas várias atividades ocupacionais, desde teatro, música, desporto, artes plásticas, entre outras.
Carlos Condesso referiu que uma das últimas apostas foi a aquisição de 10 camas elétricas, para um melhor conforto dos utentes.













