
"Primeiro ano de mandato excedeu todas as expectativas"
Diário de Coimbra | Que análise pode fazer a este primeiro ano de mandato? O que foi feito e o que faltou fazer?
João Pontes | Creio que este primeiro ano de mandato excedeu, de modo geral, todas as nossas expectativas. Foi um ano duro, uma vez que tomámos posse já no decorrer de uma época desportiva e onde tivemos de trabalhar muito para poder acompanhar todos os acontecimentos. Tomámos posse a 30 de novembro de 2024, tendo já um calendário fechado pela antiga Direção até março de 2025. Tal facto permitiu que uníssemos esforços para trabalhar de forma atempada, sustentada e planeada num calendário competitivo a partir de março, ao mesmo tempo que marcávamos presença nas provas de atletismo já previamente marcadas. Para melhor poder analisar este primeiro ano de mandato, penso ser justo dividi-lo em quatro componentes: competitiva, formativa, infraestrutural e de relações institucionais. Ao nível competitivo, o calendário é muito extenso e o facto de termos tido a coragem de o ter expandido (com a inserção do Circuito Distrital de Milha Urbana, a Légua Distrital e a Meia Maratona Distrital) não deixando nenhuma competição para trás só nos leva a crer que a época foi bastante positiva. Em relação à componente formativa, a realização de três ações de formação (“Primeiros Socorros para Agentes Desportivos no Atletismo”, “KidsAthletics 2.0” e “Acompanhamento de Provas de Estrada com Homologação Internacional”) foi bastante positiva. Para além disso, ainda na fase final deste primeiro ano de mandato (recordo que tomámos posse a 30 de novembro de 2024) irá realizar-se mais uma ação de formação, no âmbito da Nutrição e Fisioterapia, bem como três fóruns (um de “atletismo Master”, outro relacionado com “o Trail e a sustentabilidade” e outro de “juízes nacionais”) e, a meu ver mais marcante, o curso de treinadores de atletismo de grau I, cujas inscrições já se encontram abertas e se prolongam até 29 de setembro. Em relação à componente infraestrutural, houve a inauguração recente do Parque Urbano Coimbra Cross & Fitness, cujo espaço é completamente viável para a realização de treinos de Atletismo, bem como organização de competições de cariz regional e, em casos específicos, de cariz nacional e internacional. Para além disso, é já cada vez mais certa a construção da pista simplificada de atletismo no concelho de Penacova, de acordo com recentes conversas entre o município de Penacova, a Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) e a Associação Distrital de Atletismo de Coimbra (ADAC). Ao nível das relações institucionais, penso ter sido o aspeto mais relevante do nosso mandato até ao momento. Quando tomámos posse as relações eram desafiantes, mas, ao longo do tempo, o panorama tem sido invertido, havendo um trabalho constante e responsável para o aumento da confiança entre instituições. É talvez o ponto mais sensível, mas a meu ver aquele que melhor foi trabalhado até ao momento. Relativamente ao que ficou por fazer, há um ponto que sou obrigado a mencioná-lo publicamente: a maior proximidade entre os nossos associados. Se fomos eleitos e se aqui nos encontramos, a eles o devemos e para eles temos de continuar a trabalhar. E o compromisso desta Direção foi sempre o da proximidade entre associados. Infelizmente, talvez pelo intenso trabalho e pelo facto de nenhum de nós se encontrar em exclusividade (recordo que nenhum de nós aufere qualquer tipo de rendimento por desempenhar cargos diretivos na ADAC), não tenha sido possível garantirmos a proximidade desejada. Faltaram reuniões presenciais com os clubes associados para mais facilmente poder ouvi-los e ir ao encontro das suas necessidades. Certamente, algo que no próximo ano de mandato não irá falhar.
Os espaços de treino, apesar de terem “crescido”, continuam a ser um problema para os clubes?
Sem dúvida. Continuamos com imensas dificuldades em realizar competições nacionais (e, futuramente, internacionais) principalmente nas disciplinas de lançamentos do martelo e do disco. O Centro de Formação de Lançadores do CPT Sobral de Ceira é uma mais valia para garantir os treinos e as competições distritais, mas nalgumas competições nacionais e em futuras competições internacionais os constrangimentos são muito grandes. Também a falta de mais locais com pistas de atletismo nos causam constrangimentos ao nível de locais para planear todas as nossas competições, uma vez que na maioria das infraestruturas existentes temos sempre de conciliar com outras modalidades. Ainda assim, esta Direção não se foca somente nos problemas, tendo o dever de procurar também soluções. E temos já sinalizados os pontos cruciais onde trabalhar. No concelho de Tábua, junto ao Estádio Municipal de Tábua, existe um terreno que cumpre as condições para a construção de um centro de lançamentos com potencial para realização de competições internacionais. Na Figueira da Foz pretendemos trabalhar junto do município para que seja colocado tartan na pista do Estádio Municipal José Bento Pessoa. No concelho de Cantanhede, no Complexo Desportivo de Febres, junto à pista de atletismo, estão já a haver conversações para que se avance para a construção de um centro de lançamentos de nível regional. Em Montemor-o-Velho iremos iniciar conversações para melhorar a já existente pista de atletismo. Resumindo, não existem problemas, mas sim desafios. E perante esta Direção, todos os desafios são sempre encarados como oportunidades.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:










