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Escola de Samba Unidos do Mato Grosso demarca-se de pedófilo

Um seu antigo “carnavalesco” foi condenado por abuso sexual de duas crianças, notícia avançada pelo Diário de Coimbra na terça-feira

A Escola de Samba Unidos do Mato Grosso, da Figueira da Foz, demarcou-se dos comportamentos que levaram à condenação, na segunda-feira, de um seu antigo “carnavalesco” por abuso sexual de duas crianças.
A notícia – dada em primeira pelo Diário de Coimbra na sua edição de terça-feira – não referia o nome da escola de samba em questão mas os Unidos do Mato Grosso entenderam prestar um esclarecimento público com um comunicado colocado na sua página de Facebook. Nesse documento, explicam que «a Associação não tinha qualquer conhecimento prévio dos comportamentos adotados pelo então "carnavalesco", agora condenado pela justiça» a uma pena de três anos e seis meses de cadeia, suspensa por quatro anos.
Como refere a Escola de Samba, o agora condenado – hoje com 49 anos e natural da América Central - «atuava exclusivamente na função de "carnavalesco" - responsável pe­lo desenvolvimento artístico do desfile - não tendo funções de instrutor ou professor de dança, nem contacto pedagógico direto com crianças da nossa comunidade escolar». Acrescenta que logo que souberam das suspeitas que motivaram a investigação judicial, «o "carnavalesco" foi imediatamente afastado de todas as suas funções e deixou de ter qualquer ligação com a instituição».
A Associação aproveita ainda este comunicado para condenar «veementemente os atos praticados e manifesta a sua total solidariedade para com as vítimas e respetivas famílias», frisando que «os comportamentos em causa não ocorreram nas instalações da Unidos do Mato Grosso, nem no âmbito das atividades regulares desenvolvidas pela Escola».
Os responsáveis desta escola de samba assumem ainda o seu «compromisso com a proteção das crianças e jovens, adotando medidas rigorosas para garantir que situações como esta jamais possam voltar a ocorrer».
Como noticiámos, o referido instrutor de samba foi condenado pelo tribunal a uma pena suspensa por ter abusado de duas crianças com cerca de 10 anos. Num dos casos, o arguido pediu amizade na rede social Facebook à menina que conhecia de uma escola de samba. Enviou-lhe fotografias exibindo o seu órgão genital e pediu à menina que lhe enviasse também fotos suas íntimas, o que a menor não fez. Numa segunda situação, a criança (que também conhecia do ensino do samba) estava, com os pais, num restaurante onde o arguido trabalhava. Chamou-a, levou-a para uma zona de arrumos onde a apalpou e exibiu o seu órgão genital e tirou à menina parte da roupa interior.

Setembro 10, 2025 . 21:25

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