
Escadas Monumentais: acidente virou casamento
Quem não acredita no destino, pode passar a acreditar depois de ler este texto até ao fim.
Porque, se no meio disto tudo houve muita sorte, estava também destinado que um erro de uma aplicação de navegação de um automóvel acabasse numa linda história de amor.
Aliás, num casamento e num regresso (desta vez não foi em queda) às Escadas Monumentais.
Recuemos até 1 de outubro de 2023.
Céline Guerreiro, uma jovem então de 27 anos (completa 29 anos em novembro), saiu de uma noite de festa de música brasileira e colocou no GPS o caminho para casa.
Residente em França, estava há poucos meses a viver em Cantanhede, junto dos avós, e não conhecia bem as ruas e vielas da cidade… nem as Escadas Monumentais. Extrovertida e animada por natureza, nada melhor que uma noite de ritmos brasileiros para se divertir.
No entanto, é caso para dizer que a maior animação (porque ninguém se magoou) estava para vir.
E muito se especulou sobre o que aconteceu. Agora Céline contou tudo o que aconteceu nessa noite e nos tempos que se seguiram, até hoje.
Seguindo escrupulosamente as indicações, virou para onde o GPS a mandou e acabou a descer (diríamos a sobrevoar) as icónicas escadas que dão acesso ao Largo D. Dinis.
Apesar do aparato, não sofreu quaisquer ferimentos e só o carro, um Renault Clio de cor branca que se tornou famoso, ficou muito danificado.
Muitas pessoas acorreram ao local e a descida de carro pelas escadas foi notícia no Diário de Coimbra e em vários órgãos de comunicação social de Portugal.
Agora, podemos dizer que a “queda para a notícia”, fê-la encontrar o amor da sua vida que agora se tornou seu marido.
Ontem, em declarações ao Diário de Coimbra, contou o que de positivo aconteceu na sua vida desde aquela noite.

«Sempre vivi em França e estava há uns meses em Portugal, para estar junto dos meus avós.
Numa noite de festa de música brasileira, já no final, coloquei o GPS para regressar uma vez que não conhecia bem a cidade», recordou Céline Guerreiro. Pareceu-lhe uma descida como muitas que há em Coimbra e, por isso, não hesitou e desceu… as escadas.
Mediatismo da descida acabou em casamento
Ora, a insólita notícia não passou despercebida a ninguém, e Carlos Recacho, de 25 anos, foi uma das pessoas atentas.
O jovem mecânico da zona de Cantanhede, conhecia Céline e o carro, que tinham estado na oficina uns dias antes e que tinha reparado. Na altura, perguntou ao então patrão informações sobre a jovem, que achava «muito gira».
Depois, teve coragem suficiente para lhe “pedir amizade” à jovem numa rede social na internet.
Estiveram juntos. Inicialmente, como amigos. Primeiro, Carlos disse a Céline que a tinha visto na festa. Só mais tarde revelou que foi a notícia do acidente nas Escadas Monumentais que deu a força que lhe faltava para conhecer melhor Céline.
Daí ao namoro foi um ápice, e em dezembro de 2023 já eram namorados. Em 29 de agosto último casaram...
Naturalmente, não podiam passar sem uma fotografia nas Escadas Monumentais que foram as “culpadas” desta história de amor. Agora, já a viver em França, têm uma história – recheada de fotografias e notícias – para contar.
Ontem, Céline não teve dúvidas em afirmar que o erro do GPS foi preponderante para conhecer o amor da sua vida. «Costumo dizer que foi Deus que mandou pelas escadas para me fazer conhecer o meu marido», disse.
Foi em Tentúgal que uniram o matrimónio, no passado mês de agosto, mas uns dias depois não hesitaram em tirar umas fotografias nas Escadas Monumentais para completar o álbum de parte da história das duas vidas.

Céline contou ao Diário de Coimbra tudo o que aconteceu nessa noite e nos tempos que se seguiram, até hoje
Leia a notícia completa na edição de amanhã do Diário de Coimbra
Fotografia nas Escadas Monumentais onde, afinal, tudo começou













