
Metro Mondego com dois novos vogais... com ligações ao PSD
Ricardo Cândido e Cristina Agreira, ambos ex-deputados na Assembleia Municipal de Coimbra, eleitos pelo PSD, são os novos vogais do Conselho de Administração da Metro Mondego, substituindo Eduardo Barata e Teresa Pratas Jorge, ambos com ligações ao Partido Socialista.
A decisão foi tomada hoje, durante uma Assembleia Geral Extraordinária da Metro Mondego, e mereceu imediata reação não só dos dois municípios acionistas, liderados pelo PS - Miranda do Corvo e Lousã - mas também da Comissão Política Concelhia de Coimbra do Partido Socialista, que acusa o Governo, o PSD e José Manuel Silva, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, de uma «decisão irresponsável» que «pode pôr em risco a execução do próprio Sistema de Mobilidade do Mondego».
«Quando a execução das obras do MetroBus está em velocidade de cruzeiro, surge a mudança da administração da Metro Mondego, uma decisão que nada tem a ver com competências de gestão e que implicará indemnizações de dezenas de milhares de euros. Trata-se sim de uma decisão política que põe em risco os prazos de execução e a implementação funcional do Sistema de Mobilidade do Mondego, apenas e só para encaixar pessoas da confiança da coligação Juntos Somos Coimbra a um mês das eleições autárquicas! A nomeação de 2 representantes do PSD que fazem parte do atual executivo da junta de freguesia dos Olivais, deixa sérias dúvidas sobre as capacidades técnicas para continuar um trabalho em velocidade de cruzeiro e efetivar a última fase do Metro. José Manuel Silva e o PSD preferem a lógica partidária e local, em detrimento dos interesses da cidade e da região», avança o PS Coimbra.
Também os municípios de Miranda do Corvo e da Lousã, ambos acionistas da Metro Mondego, manifestaram a sua oposição a esta decisão. Em comunicado, cada um dos municípios, defendeu «a manutenção da atual equipa até ao final do mandato em curso», que terminará no final deste ano (2023/2025) , «garantindo dessa forma conhecimento, segurança e foco na gestão num momento decisivo para a empresa».
«Não se justifica uma interrupção que criará instabilidade na gestão da empresa, num momento crucial para a entrada em funcionamento do sistema», avançam, adiantando que «qualquer alteração» da administração da Metro Mondego «poderá colocar em causa a estabilidade, a eficiência e a confiança indispensáveis para este arranque».
O Diário de Coimbra pediu esclarecimentos ao Ministério das Infraestruturas e Habitação sobre esta decisão, estando a aguardar resposta. A Metro Mondego remeteu qualquer esclarecimento para a tutela (o Estado é acionista maioritário da empresa).










