
Dez de Agosto já tem “bilhete de identidade”
Foi no último dia de agosto, mês em que assinalou 145 anos da sua fundação, que a Sociedade Filarmónica Dez de Agosto viu surgir uma obra há muito desejada. Trata-se de um livro que, ao longo de 145 páginas, conta o trabalho desenvolvido pela coletividade em prol da cultura popular da Figueira da Foz. Intitula-se «Sociedade Filarmónica Dez de Agosto - Notas na Pauta dos Anos» e é da autoria do memorialista António Jorge Lé e do músico Jacinto Camelo.
“É importante saber como cada um se filiou no seu passado. É desta forma que determinamos a nossa identidade”, sublinhou Sanção Coelho durante o lançamento do livro, que teve lugar na sede da associação no passado domingo. Para além de enaltecer o trabalho realizado pelos autores, o presidente da Dez de Agosto afirmou ser “uma grande honra” estar na direção da coletividade numa ocasião como esta. “Olhem para ela tão vaidosa, que agora já tem bilhete de identidade”, comentou o dirigente, referindo-se ao livro que acabava de ser lançado.
Por sua vez, António Jorge Lé explicou que o principal objetivo da obra “é exaltar as pessoas e os momentos mais importantes e históricos dentro da ‘teimosa’, pois esta casa merece muito”. Fazendo alusão a antigos dirigentes e a algumas situações de crise, o escritor asseverou que a coletividade “não deixou cair as tradições” e que o percurso da Dez de Agosto foi marcado pela sua “persistência”. Já Jacinto Camelo declarou que a obra resulta de uma pesquisa que demorou anos a fazer, com consultas diárias. “Depois de tanto tempo ganho - não foi tempo perdido, foi mesmo ganho - aqui está o resultado”, disse visivelmente emocionado.
“É um dia muito feliz para todas as pessoas que gostam do associativismo”, notou, por seu turno, José Duarte Pereira. O presidente da Assembleia Municipal da Figueira da Foz aceitou o convite da Dez de Agosto para a cerimónia do lançamento do livro e indicou que a sua presença devia ser entendida como “uma homenagem ao trabalho desenvolvido por estes homens para que a coletividade não desmoronasse”. O responsável terminou o seu discurso almejando que “se continue a preservar o nome, os costumes e as tradições” no associativismo popular.











