
Expo Cernache cheia com visitantes e talento musical regional e nacional
Hoje será o último dia de festa na Expo Cernache, mas a animação tem sido uma tendência no seu recinto. Com várias associações locais a unir-se para fazer um certame diferenciado e, simultaneamente, regional, esta é uma feira única que se tem valorizado ao longo das suas 11 edições.
Pelo palco já passaram nomes como João Claro e Benvida Costa, Ruth Marlene, Chave D’Ouro e Sérgio Rossi, com o último dia, hoje, a ficar reservado para Cavaquinhos Cantares à Solta (às 18h00) e Ana Leão (pelas 19h00). A festa está sempre garantida, seja com que músico for, que vê em Cernache um público muito divertido e sempre pronto para dançar e se animar.
Com uma motriz para a freguesia, esta é uma feira que se posiciona como um foco de desenvolvimento cultural, mas também como um atrativo para Coimbra, sendo dinamizada de forma a garantir uma oferta diferenciada do restante que o próprio distrito oferece, como por exemplo, a Feira do Ano, em Montemor-o-Velho. «Sim, estamos aqui e depois vamos acabar por visitar Montemor. Achamos que faz sentido estar aqui, conhecer o que há mais local, mas também apoiar o máximo da região. Na quinta-feira, por exemplo, estivemos no Refresca» contam Mariana Antunes e Mário, que, sendo de Coimbra, apreciam os «pequenos momentos» que os lembram da aldeia. «Vivemos em Coimbra, mas não somos de cá, somos de Trás-os-Montes. Acabamos por ter uma ligação a estas festas mais “da terrinha”» indicam.
A feira tem o desejo de crescer, em público, e continuar a oferecer uma grande qualidade e ser “acolhedora”
As barraquinhas, cheias de cores e vários produtos regionais, aproveitam o momento para divulgar a sua imagem e aquilo que de melhor têm para oferecer, o que, para muitos visitantes, é importante. «Às vezes as pessoas ficam com a ideia de que não se passa nada por aqui, mas há muitas coisas para descobrir, há muito trabalho em cada casa» conta Rafael Domingues que compara a Expo Cernache a outras feiras que visitou e conheceu, onde, em contacto com os próprios vendedores, percebeu que «a visibilidade é muito dispersa» no que toca ao produto local. «É importante conhecer o que há em cada localidade, mesmo comércio local, porque pode comprar-se perto e ajudar o “Miguel”, em vez de se comprar a uma multinacional», uma preferência que descobriu recentemente e que tem trabalhado para incutir aos outros.
O ambiente da feira conta, ainda, com uma zona de alimentação, onde várias associações e entidades revelam o que de melhor há na sua “casa”, dando a conhecer talentos culinários que, em alguns casos, não seriam de esperar, principalmente para quem não está habituado ao associativismo local.
Apesar de hoje se realizar o último dia da festa, o regresso do certame é, quase, certo e trará muita animação e, se se concretizar o desejo da própria organização, mais visitantes, que visitam com grande felicidade e vontade de se conectar com uma terra “acolhedora”.











