
De Braga para Coimbra, Carolina Maia entra em arquitetura com 19,75 valores
19,75 valores. Foi esta a média de candidatura de Carolina Maia, a aluna com a nota mais elevada a ingressar na Universidade de Coimbra na 1.ª fase de acesso ao ensino superior.
A jovem, natural de Braga, sabia que tinha uma nota alta, mas não esperava ser a estudante com a melhor nota a candidatar-se à Universidade de Coimbra e a entrar.
Podia dizer que Arquitetura sempre foi o seu sonho, mas, na verdade, Carolina Maia esteve durante muito tempo «bastante indecisa» quanto ao curso que iria escolher no momento da candidatura ao ensino superior, contou em conversa com o Diário de Coimbra.
«Estudar arquitetura não estava nos meus planos, mas ao longo do meu percurso no secundário percebi que era uma área que me interessava muito», acrescentou a jovem
O interesse e o gosto pela arquitetura aguçou-se quando Carolina Maia participou na edição da Universidade de Verão, em 2023.
«Até participar na Universidade de Verão nem a Universidade de Coimbra, nem o curso de arquitetura eram opções para mim, mas depois fiquei muito interessada», disse.
Depois de ter participado na Universidade de Verão “mergulhou” em pesquisas sobre a área de arquitetura e foi aí que decidiu que seria esse o seu futuro. Com uma nota média bastante mais elevada do que a média da nota de candidatura - 16,58 - necessária para ingressar no ensino superior, Carolina Maia conta que apesar de ser boa aluna aproveitou o secundário.

Com «bastante dedicação e organização», conta, alcançou resultados excelentes nos três anos em que frequentou a Escola Secundária Carlos Amarante, em Braga
Matrícula feita na segunda-feira, alojamento encontrado, falta só fazer a mudança definitiva para a cidade que será “casa” nos próximos anos. «Vim com os meus pais na segunda-feira fazer a matrícula, já conheci o departamento, alguns espaços e salas de aula», disse a jovem.
Os pais de Carolina não escondem o orgulho de ver a filha mais velha a ingressar naquela que também já foi em tempos a sua Universidade de Coimbra. «É um orgulho poder vê-la a estudar onde também já estivemos e fomos felizes», disse a mãe.
Com algum nervosismo, próprio de quem está prestes a começar uma “vida nova” e longe de casa, Carolina Maia mostra-se entusiasmada por poder estudar em Coimbra.
«Acho que vai ser bom, porque é a cidade dos estudantes, dizem que a vida académica é muito boa e quero aproveitar», rematou.











