
“Fenómeno” PIDE conquista investigador Paulo Silva
“A Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE e os seus Arquivos – Uma Análise a partir da Documentação sobre a Vila de Condeixa-a-Nova (1945-1974)” é o título da dissertação de mestrado, apresentada na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (UC).
Um trabalho da autoria de Paulo Silva, que mereceu 19 valores e o elogio dos jurados e a última “experiência” deste historiador, natural de Condeixa, que se tem empenhado em “escrutinar” os Arquivos da PIDE e feito História a partir das “histórias” vividas no Estado Novo.
Uma paixão de longa data que desabrochou tardiamente, devido às contingências da vida e aos desafios profissionais.
Com efeito, Paulo Silva, atualmente com 58 anos, revelou-se um aluno exemplar, mas diferente.
Foi como trabalhador-estudante que tirou o curso de História na UC. Muitas vezes, confessa, depois de terminar um turno, às 8h00, no Louriçal, como coordenador de portagens da Brisa, rumava à Faculdade e assistia às aulas…, que começavam às 9h00.
Uma situação que se repetiu inúmeras vezes, até 2004, altura em que terminou o curso e que teve de preparar o trabalho de Seminário, sob orientação do Prof. Reis Torgal. E foi na resposta a este desafio que começou a sua “cruzada” em redor da PIDE.
Fernando Namora, o médico e escritor, também ele natural de Condeixa, foi o eleito. “Fernando Namora por entre os dedos da PIDE” foi o resultado desse trabalho de seminário, que retrata a investigação feita pela PIDE ao médico, publicado em 2009.
«A partir daqui a pesquisa tem-me ensinado o caminho», diz Paulo Silva, que durante quase uma década trabalhou afincadamente para escrever “A PIDE e os seus Informadoras: O Caso de Inácio”, uma obra de longo fôlego, publicada em 2019, que retrata a atuação deste inspetor da CP, que durante 36 anos foi informador da PIDE na região.
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