
"Finalmente" Metrobus já circula pela cidade em modo teste e com passageiros
«Quisemos ser uns dos primeiros a experimentar o Metrobus», afirma uma das passageiras que, ontem de manhã, não quis faltar, ao lado da família, à iniciativa do Sistema de Mobilidade do Mondego. Ao Diário de Coimbra, que acompanhou uma das viagens de Metrobus, Sandra Pereira da Silva e Mário Costa contam que levaram os dois filhos para andarem pela primeira vez no novo sistema de transportes.
«Vivemos na Quinta da Lomba, vimos o crescimento, as obras, e, por isso, quisemos assinalar o início da atividade do Metrobus», disse Mário Costa ao nosso jornal.
«Finalmente vemos passageiros dentro do Metrobus. Vou usar esta palavra - finalmente - porque foi demorado, foi sofrido para todos os habitantes de Coimbra e agora esperemos que a recompensa seja muito boa», confessou a conimbricense.

A curiosidade acabou por levar durante todo o dia de sábado centenas de pessoas a entrar num dos veículos para experimentar o conforto, a rapidez e a acessibilidade do novo meio de transporte público que deverá começar a circular em setembro, segundo informações da Metro Mondego.
Com a capacidade de transportar em simultâneo 136 pessoas, o sistema está praticamente pronto para começar a fazer viagens entre as estações da Portagem e Vale das Flores. Este troço contempla oito paragens intermédias: Parque, Colégios, Arregaça, Norton de Matos, São José, Solum, Fernando Namora e Casa Branca.
Na paragem do Vale das Flores, Ivete Monteiro já registava com o seu telemóvel alguns detalhes da viagem. «Vi ontem nas notícias que iam acontecer estas viagens e quisemos experimentar e aproveitar para passear», avançou ao nosso jornal.

«É maravilhoso, muito agradável e rápido», elogiou a conimbricense que, à semelhança de muitos outros passageiros, experimentava o transporte pela primeira vez. A viagem no Metrobus foi registada em fotografias, em vídeo e até algumas videochamadas foram feitas para marcar o momento.
Metrobus pensado para todos
Nos lugares destinados a pessoas sem visão ou com mobilidade reduzida, Célia Santos e Luís Barata ocupavam dois lugares e Isabel Gaio descrevia o interior das carruagens, o trajeto e alguns pormenores que daqui a uns meses poderão facilitar a mobilidade autónoma de Luís e Célia.
«Quando há uma coisa nova como esta há sempre alguma ansiedade de saber como é que funciona e como é que nós poderemos utilizar», explicou Luís Barata. E foi isso mesmo que o casal quis fazer ontem de manhã. «Eu gostei muito, claro que há aspetos a limar, como é o caso da falta de aviso sonoro das paragens, mas há que dar tempo ao tempo para melhorarem», defenderam.
«Eu adorei e dá para relaxar porque é muito confortável», disse Célia, acrescentando que o seu desejo é poder entrar no Metrobus e fazer a viagem até à Lousã para ir almoçar e passear.











