Sete dias por semana
1 Ucrânia. Depois de uma semana com muita diplomacia à “mistura”, a sensação que fica é a de que efetivamente Putin, como ditador que é, não está minimamente interessado em qualquer acordo. Conseguiu que Trump o recebesse e lhe estendesse um tapete vermelho e ainda levou os principais líderes europeus à Casa Branca. Mas as hipóteses de um acordo parecem bem ténues. Se assim for, resta ver qual a resposta da Europa porque Trump vai certamente dizer que já fez a sua parte e virar costas. Entretanto, pobres ucranianos.
2 Fogos. Três mortos, casas arrasadas, empresas destruídas e muitos, muitos, milhares de hectares ardidos em todo o país, especialmente na região das Beiras. Já se sabe que nesta altura há opiniões e especialistas para todos os “gostos” mas quando se constata que um incêndio que começou no Piódão continua, mais de uma semana depois, a ameaçar populações no longínquo distrito de Castelo Branco é justo dizer que a estratégia de combate às chamas falhou e não foi pouco.
3 Apoios. Sendo ainda prematuro analisar a valia do “pack” de 45 medidas aprovadas esta quinta-feira em Viseu, em Conselho de Ministros, para fazer face aos estragos das últimas semanas, importa sim que os apoios cheguem às pessoas com a mesma celeridade com que as chamas evoluíram. O mesmo é dizer que tão (ou mais) importante que os apoios é impedir os caminhos tortuosos da burocracia deste tipo de processos com formulários e mais procedimentos que não são sequer garante de transparência como se provou no passado.
4 Governo. Luís Montenegro podia e devia ter feito bem mais durante esta trágica vaga de incêndios florestais. Como dizia o imperador romano Júlio César, não basta ser, também é preciso parecer. E sem colocar em causa que o Governo tenha estado a acompanhar a situação de bem perto, a verdade é que a maioria dos portugueses (os que lutavam contra as chamas e os que seguiam o evoluir dos fogos através do acompanhamento jornalístico) não o sentiu. Uma orfandade que deve levar Montenegro a repensar a valia dos seus conselheiros.
5 Autárquicas. E com as eleições autárquicas relativamente perto, é de admitir que a onda laranja, que parecia estar em crescendo, fique agora em águas paradas. Esta semana foram entregues as listas de todos os candidatos, que é o mesmo que dizer: os dados estão lançados, que comecem os jogos. E nas listas agora apresentadas surgem algumas surpresas, nomeadamente de alguns candidatos independentes que podem “baralhar” as contas dos dois principais partidos. A outra dúvida que só terá resposta a 12 de outubro é perceber quantos dos votos do Chega nas legislativas se vão manter nas autárquicas que são umas eleições muito personificadas no candidato local.
6 Académica. Não podemos dizer que a Académica limpou a má imagem que tinha deixado na primeira jornada da Liga 3, mas é certo afirmar que pelo menos a segunda parte frente ao União de Santarém já foi jogada a um nível compatível com as expectativas dos adeptos. A vitória foi curta mas importante. Até porque se sabe quão competitiva é esta prova e quem conseguir ser mais forte no seu terreno tem boas condições de ser feliz no final desta primeira fase. Fora das quatro linhas, os estudantes marcaram ainda pontos quer na visita que fizeram aos Bombeiros de Arganil quer no apoio que deram ao povo irmão de Cabo Verde.
7 Desporto. E como felizmente há muito desporto além do futebol (como se vê diariamente nas páginas do Diário de Coimbra) destaque, esta semana, também para os dois títulos mundiais conquistados pela tenista “conimbricense” Dominika Gorecka e também para a medalha de ouro ontem ganha pelo “K4 500 metros” português nos Mundiais de Canoagem. Uma modalidade que cresceu muito nos últimos anos graças ao Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho, sendo que outros títulos se aguardam neste fim de semana vindos de Itália.








