
Arquitetos com nova sede no prazo de cinco anos
Na sessão, que decorreu no salão nobre dos Paços do Concelho, Avelino Oliveira considerou a presença de arquitetos, alguns interrompendo as férias ou vindos de longe, como um sinal da «estima» que têm pelo projeto, deixando palavras de compromisso com a concretização. Ao registar o crescimento da secção regional da Ordem nos últimos cinco/seis anos, garantiu que será «um projeto de qualidade», e uma casa de fruição cultural, «aberta às pessoas».
Por sua vez, o presidente do Conselho Diretivo Regional do Centro, Florindo Belo Marques - que segundo Avelino Oliveira foi quem mais lutou pelo projeto -, recordou o papel do arquiteto Vasco Cunha (1933-2025) e os protocolos com a Câmara de 2004 e depois em 2010, para o mesmo terreno. Com a convicção de que se está a «escrever um capítulo feliz» na secção regional, destacou o facto de ser o primeiro edifício da OA a ser construído de raiz.
A Câmara «está a honrar uma decisão tomada no passado», diria depois José Manuel Silva, ao afirmar que o atual executivo tem trabalhado para resolver processos antigos, a par dos novos.
«A arquitetura faz bem e é essencial à saúde», observou, referindo-se aos contributos que dá para melhores vivências comunitárias. Sobre o futuro projeto, espera que possa ser uma referência, local e nacional, da arquitetura, «que marque pela diferença». José Manuel Silva espera um projeto que «provoque», que seja «disruptivo», contemporâneo e futurista, «que nos faça virar o pescoço».
Reforçando a ideia de que a qualidade dos espaços melhora a qualidade de vida, o que tem sido conseguido com o contributo dos arquitetos, o autarca revelou-se convicto de que a futura sede dos arquitetos será um ponto de referência na cidade.
A questão da integração urbanística
José Manuel Silva desafiou os arquitetos a avançarem com um projeto que “provoque” o artigo 82 do Plano Diretor Municipal. O documento dita que “as operações urbanísticas a concretizar devem respeitar as características urbanísticas do local”. Na interpretação do autarca, a integração não significa fazer igual ao que está ou que foi feito há 100 anos, revelando-se «curioso» para ver como o projeto vai responder a esta norma.









