
Em Vila Cova de Alva população vive momentos de aflição
É em desespero que estão as populações das localidades onde o fogo lavra há vários dias. Arganil e Lousã são, por agora, os locais que geram mais preocupações.
Cerca das 12h30 de hoje, na localidade de Vila Cova de Alva, no concelho de Arganil, as lágrimas voltavam a cair no rosto dos habitantes. O fogo volta a estar á porta das suas casas, a água não corre por falta de pressão e os bombeiros não têm mãos a medir. São de corporações vizinhas e tudo fazem para poupar as habitações. Mas como dizia uma habitante ao Diário de Coimbra, em lágrimas, «dói muito voltar a ver isto tudo a arder outra vez».
Impotentes, os moradores vão fazendo o que podem, contudo, na maioria das vezes não é mesmo possível fazer nada a não ser assistir ao inferno das chamas que teimam em não acabar.
Há mais de 48 horas que as chamas eclodiram no município de Arganil, e está a evoluir em várias frentes, ameaçando aldeias e a "joia ambiental# da Mata da Margaraça, disse o presidente da Câmara.
Ouvido pela Lusa, Luís Paulo Costa manifestou-se muito preocupado com a evolução do incêndio no seu concelho, antecipando muitos problemas ao longo do dia, com frentes de fogo a norte, oeste e sudoeste do local onde o incêndio eclodiu na freguesia do Piódão, na quarta-feira, situadas a quase dez quilómetros em linha reta da origem.
“Neste momento a Mata da Margaraça está ameaçada, ainda não ardeu, mas o fogo está nas imediações, na mesma encosta. Está a ser feito lá um trabalho do sentido de tentar fazer a contenção do incêndio, mas está difícil” .












