
Diogo Ribeiro “mudou a forma de estar nas provas”
O treinador Samie Elias, responsável pelo CAR Jamor desde dezembro, fez um balanço positivo da prestação do nadador conimbricense Diogo Ribeiro no Mundial de Singapura, mas apontou aspetos a melhorar. Em entrevista ao jornal A Bola, o técnico sublinhou que o conimbricense, considerado o maior nadador português de sempre, «tem de ganhar confiança nos seus pontos fracos».
«Ficámos bastante satisfeitos, até felizes com os resultados. Por mais que acreditássemos que podia fazer melhor, sabemos que ainda tem uma boa margem de evolução», disse Elias ao jornal desportivo nacional. No seu terceiro Mundial, o “velocista” do Benfica e que foi formado na Fundação Beatriz Santos, CNAC e União 1919, de apenas 20 anos, destacou-se nos 50 mariposa, com recorde nacional (22,77s) e 4.º lugar, a 10 centésimos do bronze. Foi também 26.º nos 50 livres (22,08) e 12.º nos 100 mariposa (51,21), provas em que defendia títulos conquistados em Doha-2024.
O treinador elogiou a maturidade do atleta: «Mudou a forma de estar nas provas, o relacionamento com adversários e a gestão do treino e descanso. Evoluiu bastante esta época». Para o técnico que substitui Alberto Silva na seleção nacional, o próximo passo passa por «confiar mais nos pontos fracos» e enfrentar a concorrência sem receios, lembrando que Diogo foi o mais jovem finalista nos 50 mariposa, prova em que soma já duas medalhas em Mundiais.
O próprio Diogo, após Singapura, admitiu que, na meia-final dos 100 mariposa, não acreditou na capacidade de puxar mais na segunda metade: «No final senti que podia ter dado mais». Ainda assim, vale lembrar, o conimbricense fez a sua segunda melhor marca de sempre.











