
Museu tauromáquico será realidade em breve
A ideia de criar um museu no interior do Coliseu Figueirense surgiu antes da pandemia, contudo, acabou por não se concretizar até aos dias de hoje. Agora, a pouco tempo das comemorações do 130.º aniversário daquele espaço icónico na cidade da Figueira da Foz - que foi inaugurado a 25 de agosto de 1895 -, a administração do Coliseu avança, em declarações ao Diário de Coimbra, que o projeto será uma realidade em breve.
«Ter um museu é o nosso propósito. Está dentro dos nossos planos que isso possa acontecer brevemente. Para termos um museu temos que ter, efetivamente, material tauromáquico para poder expô-lo e posso dizer que esse material nós não vamos ter dificuldade em consegui-lo, pois já estamos em contacto com algumas pessoas ligadas à arte e que já se aposentaram. Aliás, o Coliseu Figueirense tem já um espólio interessante a esse nível», realça Miguel Amaral.
«Estou convencido que vamos ter todas as condições para ter um museu condigno da casa em si e que será brevemente concretizado num espaço dentro do próprio edifício que já está destinado a esse fim», indica o presidente do Conselho de Administração do Coliseu Figueirense. E destaca: «será uma mais-valia para as visitas guiadas, porque o museu dará condições para enriquecer ainda mais a própria visita ao edifício».
Estas visitas guiadas ao Coliseu Figueirense, numa parceria com a Pó de Saber, surgiram há quatro anos e têm sido um sucesso. «O espaço tem sido muito visitado, na maioria, por pessoas de fora. O português talvez nem tanto, mas o estrangeiro valoriza bastante estes espaços. Por isso, achámos por bem ter estas visitas guiadas, porque queremos que as portas estejam abertas para qualquer pessoa conhecer a história do Coliseu, que diz muito aos figueirenses, que tem uma marca própria e que nós temos que defender», ressalva Miguel Amaral.
Boas condições para concertos
Um dos marcos históricos e culturais mais emblemáticos da Figueira da Foz nasceu do sonho de criar uma praça de touros moderna e digna, à altura da forte tradição tauromáquica da cidade. «A história do edifício começa com a predominância que havia na altura com a estrutura deste tipo de edifícios a nível nacional, em que a tauromaquia estava no seu auge. Estamos a falar nos finais do século XIX e a Figueira não era exceção. Na altura o que existia era uma praça de touros desmontável na Praça Velha», recorda Miguel Amaral.
«O Coliseu Figueirense, efetivamente, tem vivido ao longo destes anos como um espaço de tauromaquia. Nós não queremos inverter essa tendência, mas antes fazer algo mais. Então temos apostado nos últimos anos em espetáculos, musicais essencialmente», refere o responsável, indicando que o edifício reúne todas as condições para o efeito.
«É um espaço que está dentro da própria cidade - o que para os seus utilizadores é fundamental -, tem capacidade para cinco mil pessoas - na zona Centro não há nenhum espaço com esta lotação - e depois é um espaço muito bem conservado. São 130 anos de uma boa manutenção», sublinha o responsável.
De realçar que o Coliseu Figueirense preserva elementos arquitetónicos únicos, como os arcos ogivais e ameias, que lhe conferem uma identidade distinta. Tanto que em 2005 foi oficialmente classificado como Imóvel de Interesse Municipal, em reconhecimento ao seu valor histórico, arquitetónico e simbólico. Atualmente, é palco de grandes corridas, eventos culturais e desportivos, entre outros momentos marcantes da vida da cidade.
Coliseu de portas abertas para visitas guiadas
Com o intuito de dar a conhecer a história, os bastidores e os segredos de um dos espaços icónicos na cidade, a Pó de Saber organiza visitas guiadas ao Coliseu Figueirense, sendo uma oportunidade única de entrar em espaços inacessíveis ao público. Com a duração entre uma hora a hora e meia, esta iniciativa realiza-se às terças-feiras e sábados, durante o mês de agosto, às 11h00 ou em horário livre para grupos. Informações e marcações devem efetuar-se através do e-mail [email protected] ou do contacto telefónico 964 460 709.
Evento solidário realiza-se dia 15 de agosto
A arena do Coliseu Figueirense vai transformar-se num placo para um evento solidário, em prol da Delegação da Figueira da Foz da Cruz Vermelha Portuguesa, que acontece no dia 15 deste mês, a partir das 21h30. “ABBA MIA - The New Experience” é o concerto que promete aquecer aquela noite de verão na cidade, visto que é o único tributo à banda sueca em Portugal, cantado ao vivo. Já na primeira parte do espetáculo será feita uma homenagem a Luciano Pavaroti, com as atuações do tenor Luís Pinto e da soprano Sandra Adão.











