
Portugueses abandonam marcas não sustentáveis
Um estudo levado a cabo pelo ISMT (Instituto Superior Miguel Torga) revela que os consumidores portugueses demonstram uma atitude de rejeição perante marcas que se auto-promovem como sustentáveis, mas que, na realidade, não o são.
Segundo o inquérito realizado, a nível nacional, existe uma troca de hábitos por parte dos portugueses que se apercebem do “greenwashing” (nome dado ao fenómeno acima referido). Esta atitude de rejeição é, por vezes, duradoura e não se reverte com uma nova campanha ou uma mudança de posicionamento da entidade “desprezada”.
O inquérito elencou dois mecanismos principais para o afastamento dos clientes: “confusão verde” (dificuldade em distinguir entre a sustentabilidade real do produto e a sua promoção) que leva ao surgimento de emoções negativas.
«As pessoas não estão apenas desiludidas – estão a reagir com firmeza a um tipo de engano que consideram particularmente grave: o uso abusivo de causas ambientais para fins comerciais», afirmou a professora e investigadora no ISMT, Célia Santos que coordenou o estudo, em conjunto com Arnaldo Coelho, da Universidade de Coimbra, e Alzira Santos, do Instituto Politécnico de Leiria.
Esta é uma «rutura racional», segundo Célia Santos, pois existe uma perceção por parte do consumidor e um sentimento de «instrumentalização».
«A perceção de incoerência entre o discurso e a prática ambiental não é perdoada», explica.










