ILUSIONISMO POLÍTICO
Há momentos em que é preciso ser pragmático e assertivo. Deve-se ser cordial, sem fugir à substância. Basta ser verdadeiro para não ser esquecido. Com esta pequena introdução de boas maneiras, peço-vos o exercício de lerem este texto com isenção e distância – se isso é possível.
José Manuel Silva com o seu movimento Somos Coimbra percebeu que só ganharia a Câmara de Coimbra se somasse mais votos. Isso só foi possível com o PSD – sem o apoio deste partido J.M.S. não teria possibilidades de se sentar na cadeira da Praça 8 de Maio. Usou da razão e do pragmatismo. No passado o PSD já ganhou eleições sem J.M.S., mas este nunca ganharia sem o PSD. Parece-me claro.
Foi esta a lógica que esteve na origem de criar uma alternativa à esquerda para desafiar a direita. Durante alguns meses houve conversas entre o Presidente da Concelhia de Coimbra do Partido Socialista e outras forças políticas. Desse exercício decidiram alinhar nessa aventura o Livre, o Pan e alguns cidadãos do chamado Cidadãos por Coimbra. O Bloco disse não e apresenta uma candidatura credível com José Manuel Pureza; o PCP nem foi em conversas. Pedro Nuno Santos escolheu a candidata, ultrapassando os órgãos.
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