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“O fado de Coimbra está uma maravilha” e chegou com “força” ao The Voice

Jovem banda que “nasceu” da convivência coimbrã levou o fado ao programa de talentos e, no próximo domingo, tenta passar no “Tira-Teimas”

Foi em 2020 que o grupo de fado de Coimbra d’Anto deu os primeiros passos para o sucesso musical. Em pleno clima de pandemia, os ensaios eram, teoricamente, mais fáceis, mas a logística era complexa. Mesmo assim, o sonho não ficou por terra, e voa agora dentro e fora do país.

Tiago Rocha, João Barreirinhas, Luís Batista, Vasco Rodrigues, Mário Domingos e Pedro Miranda são os membros da “banda” e, sobretudo, são amigos. «O nosso trabalho é facilitado porque somos todos amigos. Entramos em palco como amigos e estamos fora dele como amigos» indicam os jovens.

Em 2024 lançaram o seu primeiro álbum, de nome “Novos Vinte”, uma mistura retrospetiva sobre os “verdes anos” do Fado de Coimbra (1920’s) e os 2020’s correntes em que os d’Anto começam a sua “aventura” musical.

«Queremos apresentar o fado de Coimbra na sua vertente mais ‘original’, mas também queremos dar-lhe uma roupagem nova, para as novas gerações», explicam, sendo este um dos objetivos de criarem sonoridades novas, de autor, que se podem tornar clássicos no futuro. Este, porém, não é o objetivo. «Se por acaso as outras pessoas os quiserem replicar, é bom, mas nós só queremos que a nossa música chegue longe, a quem gosta dela, é isso que nos deixa felizes», contam os jovens.

Questionados sobre a atualidade e o futuro do fado, os músicos explicam que talvez se tenha passado por uma «hora negra» no género, mas que atualmente não é esse o panorama. «O fado, e o fado de Coimbra, está vivo e é uma maravilha. Há interesse, e nós conseguimos ver isso». Esta visibilidade do fado está a ser apoiada pela sua participação no programa The Voice Gerações, da RTP. «Não podemos apresentar temas nossos, mas isso não é sequer um problema. Queremos levar a canção de Coimbra o mais longe possível e a mais pessoas» referem, mostrando grande entusiasmo em relação à sua próxima atuação e à mentoria de Gisela João.

“O fado de Coimbra está vivo e está para a música portuguesa como a música clássica está para a música mundial”

Para além das atuações nacionais, já lhes foi dada a oportunidade de atuar “fora de portas”, experiência que relembram com grande agrado. «A diáspora portuguesa vive o fado com uma saudade diferente porque têm uma ligação única com esse sentimento. É um reviver das suas tradições e da cultura com que cresceram». Sem objetivos de se “aventurarem” noutros estilos musicais, contam que é no fado tradicional de Coimbra que se sentem confortáveis e que foi exatamente isso que os ligou. «Demorámos dois ou três anos até nos aventurarmos a criar músicas próprias e é isso que queremos continuar a fazer», revelam, não deixando resposta sobre um possível futuro trabalho.

Com concertos marcados para quase todo o território, os d’Anto deixam o convite para que conheçam o seu trabalho e para que apoiem a sua atuação no próximo domingo.

“Se não foi a melhor, foi importante”

Em 2024 o grupo d’Anto e a Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra marcaram uma forte posição no que à Serenata Monumental diz respeito: atuaram, sem equipamento de som, na escadaria da Sé Velha, como manda a tradição.

Apesar de não “saberem” se essa é a sua atuação mais importante e marcante, consideram-na de relevo por todo o contexto que a circundou. Simultaneamente, destacam a sua primeira serenata monumental, pois foi a primeira Balada da Despedida escrita por si.

Mário Domingos celebra 26 anos com o “amor” dos d’Anto

De uma forma muito carinhosa e feliz, os restantes membros do grupo d’Anto deixam uma mensagem de felicidades e parabéns para o seu amigo e, também, colega, Mário Domingos que hoje celebra o seu 26º aniversário. «Muitos parabéns Mário!».

Agosto 6, 2025 . 08:20

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