Espetáculo do mundo
Na encosta rochosa do Penedo da Saudade onde sucessivas gerações de estudantes celebram, em versos inspirados, o tempo sagrado da sua juventude, com o seu lote de amizades, de juramentos e de ilusões perdidas, nenhuma placa evoca a lembrança da Universidade de Verão. O que é, com efeito, uma breve semana comparada com os longos anos de perseverança que exige a obtenção de um diploma de engenheiro, de jurista ou de médico? E, contudo, o momento da escolha não é menos digno de ser comemorado do que o percurso que vai seguir. É a hora solene e dramática em que o destino se joga. Mas se não existe decisão na vida académica completamente irreversível (sendo a universidade um dos raros lugares onde a liberdade do indivíduo encontra refúgio), é verdade que a tradição agora consolidada de acolher um grupo de alunos do 10º, 11º e 12º anos do ensino secundário (quase 600 este ano) reveste para estes jovens o carater de uma verdadeira iniciação, no fim da qual serão chamados a escolher a sua via.
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