
Instalações da Montael destruídas por violento incêndio
Um violento incêndio destruiu por completo instalações da Montael, uma empresa de materiais de construção civil e decoração, instalada em Antanhol. O alerta foi dado à hora do almoço e, em pouco tempo, já as chamas tinham dominado todo o armazém e área de exposição da empresa, de tal maneira que, quando as primeiras corporações de bombeiros chegaram ao local, já não conseguiram entrar no edifício, sendo obrigadas a fazer ataque às chamas a partir do exterior.
E foi bastante difícil o trabalho dos bombeiros. Caberá às autoridades perceber as causas deste incêndio. No entanto, é evidente que o material inflamável existente nas duas estruturas que as chamas destruíram dificultou - e muito - o trabalho aos bombeiros, que chegaram a enfrentar labaredas de vários metros e um fumo intenso e muito negro.
«Estamos a falar de materiais de construção. A carga térmica é muito elevada», informou aos jornalistas Carlos Carecho, adjunto de comando dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, confirmando a dificuldade dos meios no local em dominar o incêndio, já que a perda dos edifícios - algumas estruturas ruíram - não foi possível de evitar.
O foco esteve, obviamente, nas instalações da Montael, no entanto, o stand Rodda (Automóveis do Mondego), situado a muito poucos metros da empresa, também causou apreensão, com as autoridades a solicitarem ao proprietários a retirada de algumas viaturas do local.
Isto numa altura em que, a muitos poucos metros, eram “gigantes” as labaredas e negro o fumo que saía da Montael e invadia o IC2, ali ao lado, o que obrigou ao corte daquela via, nos dois sentidos, entre a zona do Pipo e o Nó de Cernache.
Carlos Lopes, vereador responsável pela Proteção Civil, confirma que se conseguiram salvar os escritórios e as viaturas
Carlos Carecho não nega que se tratou de um combate «muito difícil» até que, cerca das 15h30, o incêndio fosse dado com controlado. Foi, portanto, fundamental, o apoio de elementos de várias corporações dos bombeiros, que foram chegando às instalações vindas de Penela, Condeixa, Soure, Pampilhosa, Mealhada, Cantanhede para além das três corporações de Coimbra, num total de 96 operacionais, apoiados por 34 viaturas, a que se junta um forte dispositivo da GNR, que procedeu ao corte no IC2 entre a zona do Pipo e Cernache e disciplinou o muito trânsito que se passou a fazer pela antiga Estrada de Lisboa.
Juntaram-se, depois, várias dezenas de pessoas, entre as quais clientes e funcionários da Montael, que não escondiam a tristeza e a grande preocupação por ver destruída uma empresa que é referência em Coimbra desde 1974, que está instalada em Antanhol há mais de 20 anos e emprega cerca de 25 funcionários, confirma o presidente da junta de Antanhol, António Teodoro.
«Custou ver a dor dos funcionários a ficarem sem o seu ganha pão. O incêndio avançou com muita rapidez», desabafa ao Diário de Coimbra um cliente e vizinho da Montael, explicando que quando deu conta do fogo «havia apenas uma pequena coluna» e que ao telefone com o 112 percebeu que o edifício «estava completamente tomado». O combate foi “duro”, o incêndio ficou controlado em cerca de duas horas, mas o trabalho dos bombeiros continuou por muitas mais, com os bombeiros a manterem-se no local em operações de rescaldo e consolidação que, como garantia Carlos Carecho, iriam demorar «muitas horas».
Já a circulação no IC2, manteve-se cortada durante várias horas em ambos os sentidos durante várias horas, tendo a circulação total sido restabelecida às 20h30.
Projeção causa incêndio do outro lado do IC2 e obriga a ação de meio aéreo
As temperaturas elevadas que se fizeram sentir, a juntar ao vento, que soprava ontem à tarde com alguma intensidade, não facilitaram a vida aos bombeiros.
De tal maneira que uma projeção vinda no incêndio da Montael (localizada junto ao IC2, no sentido Coimbra-Condeixa) provocou um foco de incêndio em mato, no sentido contrário, numa zona que fica perto de empresas e de habitações. À rápida ação dos bombeiros juntou-se a intervenção de um helicóptero, que com algumas descargas sobre a zona, evitou que o incêndio se propagasse.
Do incêndio da Montael não há feridos a registar, confirmou aos jornalistas Carlos Carecho, dos Bombeiros Sapadores de Coimbra.
Apenas um bombeiro teve de ser assistido, mas apenas «por cansaço» avançou a mesma fonte.
José Manuel Silva confirma apoio
O presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, mostrou-se solidário e disse que a autarquia tem meios de apoio, nomeadamente através da Via Rápida de investimento, para fazer renascer a Montael após esta tragédia.












