
Mãos à obra na melhoria de casas de famílias carenciadas de Andorinha
De remodelações e pequenas obras em habitações de famílias desfavorecidas, a trabalhos em lares de terceira idade ou escolas e instituições. Para a associação CrowdHelpers, sedeada em São Martinho de Árvore, bem que se pode dizer que não há missões impossíveis quando o objetivo é dignificar as condições de habitabilidade de muitos que não têm meios próprios para o fazer.
Isso mesmo está a acontecer na localidade de Andorinha, com a recuperação de habitações de duas famílias, desta vez com a ajuda de 22 voluntários da Kerakoll Portugal, que, no âmbito de uma ação corporativa, passaram o dia de sexta-feira, literalmente, com as mãos na massa a dar continuidade ao trabalho já iniciado pela associação, com o apoio de diversas empresas.
O trabalho dos voluntários vai bem além de «reparar fachadas, rebocar, pintar», conta João Castro, presidente da direção da CrowdHelpers, realçando, por exemplo, que numa das habitações intervencionadas em Andorinha, a associação já tinha construído uma cozinha e um quarto e vai fazer agora uma casa de banho. Os beneficiários são um casal sénior com baixos rendimentos, que dormia num palheiro, pelo que foi necessário avançar com uma «intervenção de emergência», como está explicado no relatório de atividade da CrowdHelpers.
Na segunda casa em que estiveram a trabalhar em Andorinha o foco foi resolver «problemas de infiltrações no telhado», perspetivando-se a construção de uma cozinha.
Nestas ações em concreto, a direção destaca a colaboração da Câmara Municipal de Coimbra, Matobra, Plastubo, Praxis, Nova Gama Gourmet e a Primefix, para além dos voluntários.
Como os problemas não se resolvem apenas num dia, João Castro destaca que «todos os sábados, há ações de voluntariado», para além de todo o trabalho que se vai fazendo para resolver a falta de condições de habitabilidade de muitas famílias do concelho de Coimbra, mas também de outros pontos do país.
Reconstrução, ajuda social, habitação, abrigo de refugiados, edifícios públicos, ações na educação e saúde, são algumas das valências que fazem parte da missão da associação, que, entre os objetivos de futuro, se propõe a aumentar a captação de recurso através de parcerias estratégicas e fontes de financiamento comunitário.
No entanto, o desafio atual passa muito por «garantir a sustentabilidade financeira para expandir a atuação e evitar dependência exclusiva de doações pontuais», como consta do relatório de atividade, documento que revela várias «histórias de sucesso» na mudança de vidas.
Pedidos de ajuda aumentam 80% e intervenções sobem 20%
O último relatório de atividades da CrowdHelpers, relativo aos anos de 2023 e 2024 revela um aumento de 80% nos pedidos de ajuda e uma subida de 20% nas intervenções realizadas.
Como consta do documento, 2023 foi mesmo um ano «marcado pelo crescimento e reforço da missão de promover a entreajuda e a sustentabilidade», surgindo como «as principais conquistas», «mais de 15» reabilitações.











