
Agrupamento de Escolas acusado de arquivar processo de violência
Uma mãe e encarregada de educação do concelho de Miranda do Corvo acusa o Agrupamento de Escolas de encerrar um processo em que, segundo diz, várias crianças terão sido vítimas de violência física, verbal e psicológica por parte de duas educadoras no ano letivo de 2023-2024. Segundo a educadora, o Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo alega “falta de provas”, lamentando que tão grave situação não resulte em qualquer consequência para as professoras visadas.
A situação, segundo a encarregada de educação, é de «extrema gravidade» e decorreu no Jardim de Infância de Miranda do Corvo, envolvendo duas educadoras.
«Diversas crianças foram, alegadamente, vítimas de violência física verbal e psicológica por parte das educadoras», acusa, em comunicado, frisando que perante a resistência do Agrupamento de Escolas em avançar com qualquer procedimento, «foram os pais a exigir a abertura de processos disciplinares que acabaram por ser instaurados», contando com «testemunhos de pais, crianças e auxiliares de ação educativa, bem como relatórios psicológicos que atestam as consequências emocionais e comportamentais causadas às crianças».
Encarregada de educação não aceita o arquivamento da acusação contra duas educadoras
Só que agora, um ano depois, «o Agrupamento decidiu encerrar o processo, a apenas 15 dias do fim do ano letivo, alegando falta de provas», uma decisão «incompreensível e inaceitável, considerando o volume e a consistência dos testemunhos recolhidos».
O diretor do Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo, José Manuel Simões, confirma o caso que não é apenas do conhecimento da escola, mas «da DGEstE, do ministro, de toda a tutela».
Segundo José Manuel Simões, houve um processo que decorreu «com toda a normalidade», em que foram ouvidas todas as testemunhas, «inclusivamente as mães», e a proposta da instrutora do processo, acolhida pelo diretor, foi no sentido do arquivamento do processo. «A senhora terá recebido a carta com toda a documentação e relatório final, agora pode exercer todos os direitos que acha legítimos», afirma o diretor do Agrupamento de Escolas, que se considera «tranquilo» relativamente ao processo que «decorreu com toda a normalidade e com os mecanismos formais». |












